19/12/2007
O semi-árido baiano, onde vivem cerca de 6,5 milhões de pessoas - o equivalente a dois terços da população do estado - é alvo de 34 pesquisas científicas que começarão a ser desenvolvidas no início de 2008. Os estudos serão realizados com recursos no valor de R$ 3 milhões do Edital Temático do Semi-árido, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). O apoio aos cientistas foi formalizado numa solenidade realizada, na terça-feira (18), na sede da Fundação.
De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, o Edital Temático do Semi-árido vai permitir que as potencialidades da região sejam reconhecidas e estudadas. `Estão no semi-árido o bioma da caatinga, reservas minerais, solos ricos, grandes mananciais aqüíferos subterrâneos e o sisal. Portanto, apoiando pesquisas que desenvolvam de forma sustentável essas riquezas, estaremos prestando um grande serviço à população do estado`, afirma.
Biodiesel na região Sisaleira Entre as iniciativas apoiadas está a pesquisa coordenada pela economista Gisele Tiryaki, que vai fazer uma análise socioeconômica e ambiental da inserção do biodiesel na cadeia produtiva da região Sisaleira. `Acredito que será possível conciliar a tradicional produção do sisal à do biocombustível`, afirma a pesquisadora. Para que as duas atividades possam conviver, Gisele aposta na inserção de mais oleaginosas na região, além da mamona e do algodão, que já são plantadas. `Queremos avaliar o grau de produtividade que pode ser alcançado pelo oricori, o amendoim e o pinhão-manso`, diz.
Um sinal de que há espaço para a convivência harmoniosa entre as duas culturas está no próprio equipamento utilizado para o desfibramento do sisal, que utiliza o diesel como combustível. `Por que não substituir pelo biodiesel produzido na própria região?`, aponta.
Outro trabalho científico que também será desenvolvido com recursos do Edital tem a coordenação da geóloga Marjorie Nolasco, que vai estudar, em diversas frentes, o município de Xique-Xique de Igatu, localizado na região da Chapada Diamantina. O uso de plantas locais com fins medicinais feito pela comunidade de ex-garimpeiros será registrado num livro. `Vamos identificar e catalogar essas plantas para garantirmos que essa sabedoria não se perca na tradição oral`, explica Marjorie, que acredita ser possível que alguns desses usos medicinais possam gerar patentes intelectuais.
Juntamente com o centro cultural do município, o projeto da geóloga vai oferecer também oficinas para condutores de trilhas, para a fabricação de jóias com pedras brutas (cristais) e para a confecção de renda de bilro. Outra frente de estudos inclui uma análise qualitativa da água.
Os recursos no valor de R$ 3 milhões são frutos de uma parceria entre a Fapesb, que participa com R$ 2,6 milhões, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti) e o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), órgão vinculado à Casa Civil, que disponibilizaram R$ 200 mil cada para o financiamento das pesquisas.
Fonte: Agecom 18/12/07
De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, o Edital Temático do Semi-árido vai permitir que as potencialidades da região sejam reconhecidas e estudadas. `Estão no semi-árido o bioma da caatinga, reservas minerais, solos ricos, grandes mananciais aqüíferos subterrâneos e o sisal. Portanto, apoiando pesquisas que desenvolvam de forma sustentável essas riquezas, estaremos prestando um grande serviço à população do estado`, afirma.
Biodiesel na região Sisaleira Entre as iniciativas apoiadas está a pesquisa coordenada pela economista Gisele Tiryaki, que vai fazer uma análise socioeconômica e ambiental da inserção do biodiesel na cadeia produtiva da região Sisaleira. `Acredito que será possível conciliar a tradicional produção do sisal à do biocombustível`, afirma a pesquisadora. Para que as duas atividades possam conviver, Gisele aposta na inserção de mais oleaginosas na região, além da mamona e do algodão, que já são plantadas. `Queremos avaliar o grau de produtividade que pode ser alcançado pelo oricori, o amendoim e o pinhão-manso`, diz.
Um sinal de que há espaço para a convivência harmoniosa entre as duas culturas está no próprio equipamento utilizado para o desfibramento do sisal, que utiliza o diesel como combustível. `Por que não substituir pelo biodiesel produzido na própria região?`, aponta.
Outro trabalho científico que também será desenvolvido com recursos do Edital tem a coordenação da geóloga Marjorie Nolasco, que vai estudar, em diversas frentes, o município de Xique-Xique de Igatu, localizado na região da Chapada Diamantina. O uso de plantas locais com fins medicinais feito pela comunidade de ex-garimpeiros será registrado num livro. `Vamos identificar e catalogar essas plantas para garantirmos que essa sabedoria não se perca na tradição oral`, explica Marjorie, que acredita ser possível que alguns desses usos medicinais possam gerar patentes intelectuais.
Juntamente com o centro cultural do município, o projeto da geóloga vai oferecer também oficinas para condutores de trilhas, para a fabricação de jóias com pedras brutas (cristais) e para a confecção de renda de bilro. Outra frente de estudos inclui uma análise qualitativa da água.
Os recursos no valor de R$ 3 milhões são frutos de uma parceria entre a Fapesb, que participa com R$ 2,6 milhões, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti) e o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), órgão vinculado à Casa Civil, que disponibilizaram R$ 200 mil cada para o financiamento das pesquisas.
Fonte: Agecom 18/12/07