27/03/2008
O segmento de serviços e o incremento na demanda das classes C, D e E ajudaram a reforçar o caixa dos Estados do Nordeste. Na Bahia, mesmo com algumas renúncias fiscais concedidas em janeiro, a arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cresceu 19,4% a mais no primeiro bimestre deste ano, em termos reais. Em Pernambuco, a alta ficou em 15,6%, mas em termos nominais, sem descontar a inflação.
Em valores, a arrecadação baiana de ICMS atingiu R$ 1, 733 bilhão no primeiro bimestre. Em fevereiro, o valor arrecadado com ICMS - R$ 900 milhões - foi o maior para o mês de toda a série histórica apurada pela Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz).
`O resultado superou em 17% a nossa meta para o bimestre ou R$ 256 milhões em termos absolutos`, conta Cláudio Meirelles, superintendente de administração tributária da Sefaz. Por enquanto, a expectativa de aumento da arrecadação de ICMS permanece em 7% e só será revisada ao final do primeiro trimestre.
Os maiores gastos com telefonia fixa e celular impulsionaram o desempenho do setor de serviços, cuja arrecadação de ICMS nos dois primeiros meses do ano superou em 25,5% o resultado de igual período de 2007, em termos reais. Foram pagos R$ 423 milhões em impostos. O segundo maior incremento real foi obtido pela indústria e ficou em 18,5% - R$ 779 milhões. No comércio, a arrecadação aumentou 16,5% no período e chegou a R$ 531 milhões.
Já os valores obtidos com o IPVA, que representam entre 3% e 4% de tudo o que o Estado arrecada, seguiram a mesma tendência positiva. Em janeiro, o valor pago referente a esse imposto foi 41% maior, estimulado pelo desconto de 10% concedido para o pagamento à vista. A comparação é em relação a janeiro de 2007. Já em fevereiro, o incremento foi de 29% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho do IPVA, assim como o do ICMS, também deve superar a projeção feita pelo governo, que é de 15% para o ano.
Em Pernambuco, o crescimento do consumo elevou a arrecadação do ICMS em 15,6% no primeiro bimestre, na comparação com o mesmo período de 2007, sem descontar a inflação. Até fevereiro, os cofres estavam com R$ 1, 032 bilhão. As cadeias de bebidas (25,9%), construção (29,4%) e tecidos (26,2%) foram as que mais contribuíram para o aumento, segundo Cosme Maranhão, diretor de controle fiscal da Secretaria da Fazenda.
Esses números abrangem desde a indústria até o varejo, na classificação do governo pernambucano. `Observamos que o consumo das classes C e D foi o que mais contribuiu para o crescimento da arrecadação`, afirma ele. Em números absolutos, entretanto, o item que teve o maior aumento foi o de usinas: 98,9%. Isso porque o Estado passou a fiscalizar mais o setor. `Tributamos 4 milhões de litros que estavam ilegalmente no mercado`, explica Maranhão. A venda de veículos apareceu em segundo lugar, com alta de 38,9%, por causa do impulso dado pelo financiamento de carros. Em terceiro lugar, veio o segmento da construção.
Sem números ainda fechados sobre a arrecadação total no bimestre, a estimativa é que ela fique em torno de 15%, ante igual intervalo de 2007. O número, de acordo com Maranhão, está dentro das expectativas do Estado. Para o ano, prevê-se uma alta de 12%. `Pernambuco permite o parcelamento do ICMS de dezembro nos meses de janeiro e fevereiro, por isso houve uma alta maior`, diz o diretor. O IPVA também está contribuindo para a alta, já que o Estado prevê uma elevação de 10%, vinda principalmente da colocação de novos veículos nas ruas.
Fonte: Jornal Valor
Em valores, a arrecadação baiana de ICMS atingiu R$ 1, 733 bilhão no primeiro bimestre. Em fevereiro, o valor arrecadado com ICMS - R$ 900 milhões - foi o maior para o mês de toda a série histórica apurada pela Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz).
`O resultado superou em 17% a nossa meta para o bimestre ou R$ 256 milhões em termos absolutos`, conta Cláudio Meirelles, superintendente de administração tributária da Sefaz. Por enquanto, a expectativa de aumento da arrecadação de ICMS permanece em 7% e só será revisada ao final do primeiro trimestre.
Os maiores gastos com telefonia fixa e celular impulsionaram o desempenho do setor de serviços, cuja arrecadação de ICMS nos dois primeiros meses do ano superou em 25,5% o resultado de igual período de 2007, em termos reais. Foram pagos R$ 423 milhões em impostos. O segundo maior incremento real foi obtido pela indústria e ficou em 18,5% - R$ 779 milhões. No comércio, a arrecadação aumentou 16,5% no período e chegou a R$ 531 milhões.
Já os valores obtidos com o IPVA, que representam entre 3% e 4% de tudo o que o Estado arrecada, seguiram a mesma tendência positiva. Em janeiro, o valor pago referente a esse imposto foi 41% maior, estimulado pelo desconto de 10% concedido para o pagamento à vista. A comparação é em relação a janeiro de 2007. Já em fevereiro, o incremento foi de 29% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho do IPVA, assim como o do ICMS, também deve superar a projeção feita pelo governo, que é de 15% para o ano.
Em Pernambuco, o crescimento do consumo elevou a arrecadação do ICMS em 15,6% no primeiro bimestre, na comparação com o mesmo período de 2007, sem descontar a inflação. Até fevereiro, os cofres estavam com R$ 1, 032 bilhão. As cadeias de bebidas (25,9%), construção (29,4%) e tecidos (26,2%) foram as que mais contribuíram para o aumento, segundo Cosme Maranhão, diretor de controle fiscal da Secretaria da Fazenda.
Esses números abrangem desde a indústria até o varejo, na classificação do governo pernambucano. `Observamos que o consumo das classes C e D foi o que mais contribuiu para o crescimento da arrecadação`, afirma ele. Em números absolutos, entretanto, o item que teve o maior aumento foi o de usinas: 98,9%. Isso porque o Estado passou a fiscalizar mais o setor. `Tributamos 4 milhões de litros que estavam ilegalmente no mercado`, explica Maranhão. A venda de veículos apareceu em segundo lugar, com alta de 38,9%, por causa do impulso dado pelo financiamento de carros. Em terceiro lugar, veio o segmento da construção.
Sem números ainda fechados sobre a arrecadação total no bimestre, a estimativa é que ela fique em torno de 15%, ante igual intervalo de 2007. O número, de acordo com Maranhão, está dentro das expectativas do Estado. Para o ano, prevê-se uma alta de 12%. `Pernambuco permite o parcelamento do ICMS de dezembro nos meses de janeiro e fevereiro, por isso houve uma alta maior`, diz o diretor. O IPVA também está contribuindo para a alta, já que o Estado prevê uma elevação de 10%, vinda principalmente da colocação de novos veículos nas ruas.
Fonte: Jornal Valor