18/08/2008
Com novo conceito em aviação comercial no Brasil, a Azul Linhas Aéreas, a mais nova companhia do lendário David Neeleman, inicia no próximo ano suas operações por cidades do Sul e Sudeste. O mercado do Nordeste é o segundo alvo da nova empresa, que prevê operar rotas para a região na segunda etapa do plano de operação. `Tudo vai depender do comportamento do mercado e das rotas que serão liberadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil)`, afirmou o diretor de Marketing da Azul, Gianfranco Beting. `Mas neste primeiro momento nosso foco é Sul e Sudeste.`
A empresa que nasceu com um capital de US$ 150 milhões, já negocia com a Embraer a antecipação das entregas dos jatos 195 para decolar a operação no Brasil. A Azul fez um pedido de 76 aviões, sendo que os três primeiros serão entregues no final deste ano. A previsão é que por ano a companhia receba 12 aeronaves.
`Nosso desafio é fazer com que grande parte da população brasileira use o avião como meio de transporte. Temos que ensiná-los a voar, pois quando experimentam nunca mais voltam para o ônibus`, disse Neeleman à Gazeta Mercantil. Dos brasileiros, calcula-se, mais de 90% nunca voou. Ao contrário dos Estados Unidos, onde 90% das pessoas usam o avião como meio de transporte. `No ano passado foram transportados no Brasil 48 milhões, enquanto que nos Estados Unidos as companhias aéreas transportaram 800 milhões. Então é um mercado que tem muito para crescer. E é nisso que estamos focados`, disse Neeleman.
Neeleman, que é paulistano de nascimento - ele nasceu no hospital Samaritano, no centro da capital paulista no dia 16 de outubro de 1960 -, conhece como poucos o interior do Brasil. Ele contou que, em 1980, visitou como missionário cidades do interior nordestino. `Fui de ônibus de Linhares, no Espírito Santo ao Nordeste. Conheço bem a rota. Na época gostei porque fui de ônibus leito, mas demora muito`, lembrou o executivo. E é esse o público também que a Azul vai em busca. A empresa estabeleceu duas estratégias de trabalho: uma para atrair as pessoas que viajam de ônibus e a outra os passageiros que não têm tempo para ficar horas em trânsito. `Queremos estimular o mercado pelo preço, ou seja, atraindo aquele passageiro que irá fazer uma viagem longa de ônibus, e pela conveniência, trazendo aquela pessoa que precisa voar, mas sem escalas`, explicou o diretor de marketing da Azul. `O mercado esperava por isso. Esperava por uma solução para o transporte aéreo. Não entramos nesse negócio para perder`. No pior cenário desenhado pela empresa, nos próximos cinco anos o mercado brasileiro deverá chegar a 100 milhões de passageiros transportados. `Esse mercado não cresceu como devia porque não tem vôos sem escalas e as passagens ainda são caras`, acrescentou Neeleman.
Entretanto, ele ressalta que as concorrentes não ficarão imóveis esperando a entrada da Azul no mercado brasileiro. `Seremos mais eficientes que as companhias que atuam no País, oferecendo serviços inovadores, como a TV ao vivo a bordo. Além é claro de qualidade no atendimento. O passageiro tem que ser bem tratado, só assim ele volta. Não é somente um discurso, estamos trabalhando para isso`, disse o empresário. `Aviação é um negócio que dá baixas margens é preciso ter querosone na veia, para sobreviver`. Uma das estratégias para atender melhor o passageiro, segundo Beting, é a criação de uma cultura na empresa voltada para `o servir`. `Teremos qualidade, não deixando o passageiro esperar horas em call center, ou em grandes filas nos aeroportos. Para isso serviços essenciais, como o call center, serão operados por nós. Não vamos terceirizar. Vamos tratar o passageiro pelo nome dentro das aeronaves, ele não será mais um número.
O brasileiro está acostumado com um serviço de qualidade. Durante muito tempo tivemos excelentes companhias, como Varig e Transbrasil. Elas tinham o passageiro como o seu bem mais precioso`, disse Beting. `Ou somos melhores ou não há razão para entrar num mercado tão concentrado como o brasileiro`, acrescentou o diretor de marketing, que iniciou sua carreira com o comandante Omar Fontana, fundador da Transbrasil. Ele acrescentou que um dos pré-requisitos para contratação dos funcionários da Azul é o espírito missionário, aquela pessoa que naturalmente tem prazer em servir. `É assim que vamos ganhar mercado`.
Segundo Beting, já foram contratados 150 empregados e até o final do ano o quadro de funcionários da empresa será composto por 500 pessoas. `E o nosso comandante maior, o David Neeleman estará sempre nos aeroportos para servir nossos passageiros`, afirmou Beting. Ao final de cinco anos, a Azul terá entre 6 mil ou 7 mil funcionários. Outro diferencial é o uso de aviões econômicos. A empresa é a primeira a operar aviões da Embraer, que é até 30% mais leve que os modelos dada Airbus e Boeing usados pela TAM e pela Gol.
Repórteres: Ariverson Feltrin e Ana Paula Machado
Fonte: Gazeta Mercantil
18/8/2008.
A empresa que nasceu com um capital de US$ 150 milhões, já negocia com a Embraer a antecipação das entregas dos jatos 195 para decolar a operação no Brasil. A Azul fez um pedido de 76 aviões, sendo que os três primeiros serão entregues no final deste ano. A previsão é que por ano a companhia receba 12 aeronaves.
`Nosso desafio é fazer com que grande parte da população brasileira use o avião como meio de transporte. Temos que ensiná-los a voar, pois quando experimentam nunca mais voltam para o ônibus`, disse Neeleman à Gazeta Mercantil. Dos brasileiros, calcula-se, mais de 90% nunca voou. Ao contrário dos Estados Unidos, onde 90% das pessoas usam o avião como meio de transporte. `No ano passado foram transportados no Brasil 48 milhões, enquanto que nos Estados Unidos as companhias aéreas transportaram 800 milhões. Então é um mercado que tem muito para crescer. E é nisso que estamos focados`, disse Neeleman.
Neeleman, que é paulistano de nascimento - ele nasceu no hospital Samaritano, no centro da capital paulista no dia 16 de outubro de 1960 -, conhece como poucos o interior do Brasil. Ele contou que, em 1980, visitou como missionário cidades do interior nordestino. `Fui de ônibus de Linhares, no Espírito Santo ao Nordeste. Conheço bem a rota. Na época gostei porque fui de ônibus leito, mas demora muito`, lembrou o executivo. E é esse o público também que a Azul vai em busca. A empresa estabeleceu duas estratégias de trabalho: uma para atrair as pessoas que viajam de ônibus e a outra os passageiros que não têm tempo para ficar horas em trânsito. `Queremos estimular o mercado pelo preço, ou seja, atraindo aquele passageiro que irá fazer uma viagem longa de ônibus, e pela conveniência, trazendo aquela pessoa que precisa voar, mas sem escalas`, explicou o diretor de marketing da Azul. `O mercado esperava por isso. Esperava por uma solução para o transporte aéreo. Não entramos nesse negócio para perder`. No pior cenário desenhado pela empresa, nos próximos cinco anos o mercado brasileiro deverá chegar a 100 milhões de passageiros transportados. `Esse mercado não cresceu como devia porque não tem vôos sem escalas e as passagens ainda são caras`, acrescentou Neeleman.
Entretanto, ele ressalta que as concorrentes não ficarão imóveis esperando a entrada da Azul no mercado brasileiro. `Seremos mais eficientes que as companhias que atuam no País, oferecendo serviços inovadores, como a TV ao vivo a bordo. Além é claro de qualidade no atendimento. O passageiro tem que ser bem tratado, só assim ele volta. Não é somente um discurso, estamos trabalhando para isso`, disse o empresário. `Aviação é um negócio que dá baixas margens é preciso ter querosone na veia, para sobreviver`. Uma das estratégias para atender melhor o passageiro, segundo Beting, é a criação de uma cultura na empresa voltada para `o servir`. `Teremos qualidade, não deixando o passageiro esperar horas em call center, ou em grandes filas nos aeroportos. Para isso serviços essenciais, como o call center, serão operados por nós. Não vamos terceirizar. Vamos tratar o passageiro pelo nome dentro das aeronaves, ele não será mais um número.
O brasileiro está acostumado com um serviço de qualidade. Durante muito tempo tivemos excelentes companhias, como Varig e Transbrasil. Elas tinham o passageiro como o seu bem mais precioso`, disse Beting. `Ou somos melhores ou não há razão para entrar num mercado tão concentrado como o brasileiro`, acrescentou o diretor de marketing, que iniciou sua carreira com o comandante Omar Fontana, fundador da Transbrasil. Ele acrescentou que um dos pré-requisitos para contratação dos funcionários da Azul é o espírito missionário, aquela pessoa que naturalmente tem prazer em servir. `É assim que vamos ganhar mercado`.
Segundo Beting, já foram contratados 150 empregados e até o final do ano o quadro de funcionários da empresa será composto por 500 pessoas. `E o nosso comandante maior, o David Neeleman estará sempre nos aeroportos para servir nossos passageiros`, afirmou Beting. Ao final de cinco anos, a Azul terá entre 6 mil ou 7 mil funcionários. Outro diferencial é o uso de aviões econômicos. A empresa é a primeira a operar aviões da Embraer, que é até 30% mais leve que os modelos dada Airbus e Boeing usados pela TAM e pela Gol.
Repórteres: Ariverson Feltrin e Ana Paula Machado
Fonte: Gazeta Mercantil
18/8/2008.