06/11/2008
O preço do gás natural sofreu um aumento médio de 9% agora em novembro por conta do reajuste aprovado sobre margem que é destinada à Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) no preço do produto. Os novos valores, oficializados na terça-feira, 4, já estão valendo para o setor industrial.
Segundo a companhia, a tarifa residencial ficará `congelada` até 31 de dezembro. No início do ano que vem, no entanto, o produto será reajustado. Já o preço do combustível veicular permanece inalterado até 31 de janeiro de 2009. Mas, a partir de 1º de fevereiro o GNV também vai pesar mais no bolso dos baianos.
De acordo com a Bahiagás, o reajuste concedido agora deveria ter sido aprovado desde o mês de maio. `Discutimos com a Agerba para deslocar o aumento, que já deveria ter sido dado, mas chegamos a um limite. O preço já estava muito defasado`, afirma o diretor técnico comercial da Bahiagás, Eduardo Barretto. Ele garante que, mesmo após o reajuste, a tarifa cobrada na Bahia é a menor entre os estados industrializados.
Segundo a empresa, foram definidos percentuais diferentes de reajuste para a indústria, com a intenção de manter a competitividade do gás natural, usado como matéria-prima. O produto que serve como insumo passou de R$ 0,65 para R$ 0,73, enquanto o combustível está custando R$ 0,78 por metro cúbico, em média.
Apesar do aumento, a Bahiagás diz que o produto ainda está com um preço abaixo do que é cobrado em outros estados. `Inevitável? Se mesmo com o aumento, ainda estamos vendendo mais barato que os outros, imagine a defasagem de antes`, diz Eduardo Barretto.
O gerente de energia da Agerba, Raimundo Mendes reconhece que o cenário de crise dificulta a concessão do aumento, mas lembra que os preços já estavam defasados e que a função da agência reguladora é garantir o cumprimento do contrato de concessão. `O reajuste deveria ser dado anualmente, mas nós buscamos postergar isso o máximo possível`, explica. `São coisas desse tipo que a população precisa saber. O reajuste liberado é inferior à metade do que foi pedido`, afirma.
Repórter: Donaldson Gomes
Fonte: A Tarde
05/11/2008
Segundo a companhia, a tarifa residencial ficará `congelada` até 31 de dezembro. No início do ano que vem, no entanto, o produto será reajustado. Já o preço do combustível veicular permanece inalterado até 31 de janeiro de 2009. Mas, a partir de 1º de fevereiro o GNV também vai pesar mais no bolso dos baianos.
De acordo com a Bahiagás, o reajuste concedido agora deveria ter sido aprovado desde o mês de maio. `Discutimos com a Agerba para deslocar o aumento, que já deveria ter sido dado, mas chegamos a um limite. O preço já estava muito defasado`, afirma o diretor técnico comercial da Bahiagás, Eduardo Barretto. Ele garante que, mesmo após o reajuste, a tarifa cobrada na Bahia é a menor entre os estados industrializados.
Segundo a empresa, foram definidos percentuais diferentes de reajuste para a indústria, com a intenção de manter a competitividade do gás natural, usado como matéria-prima. O produto que serve como insumo passou de R$ 0,65 para R$ 0,73, enquanto o combustível está custando R$ 0,78 por metro cúbico, em média.
Apesar do aumento, a Bahiagás diz que o produto ainda está com um preço abaixo do que é cobrado em outros estados. `Inevitável? Se mesmo com o aumento, ainda estamos vendendo mais barato que os outros, imagine a defasagem de antes`, diz Eduardo Barretto.
O gerente de energia da Agerba, Raimundo Mendes reconhece que o cenário de crise dificulta a concessão do aumento, mas lembra que os preços já estavam defasados e que a função da agência reguladora é garantir o cumprimento do contrato de concessão. `O reajuste deveria ser dado anualmente, mas nós buscamos postergar isso o máximo possível`, explica. `São coisas desse tipo que a população precisa saber. O reajuste liberado é inferior à metade do que foi pedido`, afirma.
Repórter: Donaldson Gomes
Fonte: A Tarde
05/11/2008