05/05/2011
O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (Iceb), realizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan), registrou nova alta no mês de março, seguindo a trajetória de crescimento iniciada em fevereiro. O indicador alcançou a marca de 134,9 pontos, permanecendo na zona de otimismo moderado pelo nono mês consecutivo.
Avaliando os resultados apurados no mês de março, o Iceb apresentou um leve crescimento de 2,9 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês imediatamente anterior. O setor agropecuário e indústria arrefeceram seu grau de otimismo, variando o indicador em 2,1 p.p. e 15 p.p., respectivamente.
Apesar disso, os dois setores continuaram na zona de otimismo e otimismo moderado. O setor serviços e comércio apresentou elevação de 13 pontos em relação a fevereiro, sustentando o aumento do Iceb no mês, permanecendo na zona de otimismo moderado pelo quinto mês consecutivo.
Em março, outra vez, as variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) em termos agregados suplantaram as de desempenho das empresas (vendas, crédito, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, abertura de unidades, dentre outros), 223,7 pontos contra 90,5 pontos.
Com relação às variáveis econômicas, apenas o setor serviços e comércio retraiu, 43,1 p.p. Entretanto, essa queda foi insuficiente para deslocar o setor da zona de otimismo moderado. Quanto ao desempenho das empresas, este setor foi o único que teve suas expectativas majoradas, 53,5 p.p., porém, continuou na zona de otimismo moderado.
Variáveis Econômicas
Na avaliação do empresariado em relação ao comportamento da inflação para os próximos 12 meses, verificou-se que 50% dos entrevistados esperam que os preços se afastem da estabilidade, sendo que o indicador para esta variável, para o conjunto dos setores, revela pessimismo moderado. Para o coordenador de Estatística da SEI, Urandi Paiva, `o resultado é reflexo da divulgação do relatório trimestral de inflação do Banco Central, contendo a revisão das projeções de inflação no ano`. Nesse sentido, a autoridade monetária já admite o não cumprimento da meta para 2011 e 2012.
Seguindo a mesma tendência, as expectativas do empresariado quanto à evolução da taxa de juros encontram-se deterioradas, com indicador global na zona de pessimismo moderado, com -224,4 pontos. Do total dos entrevistados pela pesquisa de confiança, 50% creem que a taxa de juros Selic irá variar entre 2,1 p.p. e 4 p.p. nos próximos 12 meses.
Quanto às expectativas concernentes ao crescimento, todos os setores estão animados, com indicadores atingindo as marcas de 591,7 pontos para o PIB nacional e 574,1 pontos para o PIB estadual, ambos localizaram-se na zona de grande otimismo. Aproximadamente 70% dos entrevistados esperam que o PIB nacional cresça entre 3% e 4,9% nos próximos 12 meses, ao passo que 45% dos entrevistados acreditam que o PIB estadual aumente entre 3% e 4,9%.
Desempenho das empresas
No que diz respeito à performance das vendas, pode-se inferir, de acordo o Iceb, que as expectativas são bem sólidas, com indicador geral alcançando a marca de 222,8 pontos, zona de otimismo moderado. Na contramão, resultados preocupantes foram averiguados para o crédito, com indicador geral alcançando a marca de -233,3 pontos, consolidando-se na zona de pessimismo moderado pelo quarto mês consecutivo. Do total dos entrevistados, 55% esperam que o crédito esteja pouco atrativo nos próximos 12 meses.
Uma variável que apresentou bom resultado foi a capacidade produtiva das empresas, com indicador geral atingindo 214,1 pontos, zona de otimismo moderado. Nesse contexto, 45% dos sondados esperam que a utilização da capacidade produtiva esteja maior nos próximos 12 meses. Nessa linha, outro aspecto bem avaliado globalmente foram as exportações, com indicador geral atingindo 165 pontos, zona de otimismo moderado.
Porém, quando se avalia os setores individualmente, chama a atenção o desempenho da Indústria, com -83,3 pontos, zona de pessimismo moderado. Uma explicação razoável para esse evento decorre da apreciação da moeda doméstica, que impacta diretamente no setor indústria, o mais sensível a variações na taxa de câmbio.
Fonte: Agecom
Em 5/05/2011.
Avaliando os resultados apurados no mês de março, o Iceb apresentou um leve crescimento de 2,9 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês imediatamente anterior. O setor agropecuário e indústria arrefeceram seu grau de otimismo, variando o indicador em 2,1 p.p. e 15 p.p., respectivamente.
Apesar disso, os dois setores continuaram na zona de otimismo e otimismo moderado. O setor serviços e comércio apresentou elevação de 13 pontos em relação a fevereiro, sustentando o aumento do Iceb no mês, permanecendo na zona de otimismo moderado pelo quinto mês consecutivo.
Em março, outra vez, as variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) em termos agregados suplantaram as de desempenho das empresas (vendas, crédito, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, abertura de unidades, dentre outros), 223,7 pontos contra 90,5 pontos.
Com relação às variáveis econômicas, apenas o setor serviços e comércio retraiu, 43,1 p.p. Entretanto, essa queda foi insuficiente para deslocar o setor da zona de otimismo moderado. Quanto ao desempenho das empresas, este setor foi o único que teve suas expectativas majoradas, 53,5 p.p., porém, continuou na zona de otimismo moderado.
Variáveis Econômicas
Na avaliação do empresariado em relação ao comportamento da inflação para os próximos 12 meses, verificou-se que 50% dos entrevistados esperam que os preços se afastem da estabilidade, sendo que o indicador para esta variável, para o conjunto dos setores, revela pessimismo moderado. Para o coordenador de Estatística da SEI, Urandi Paiva, `o resultado é reflexo da divulgação do relatório trimestral de inflação do Banco Central, contendo a revisão das projeções de inflação no ano`. Nesse sentido, a autoridade monetária já admite o não cumprimento da meta para 2011 e 2012.
Seguindo a mesma tendência, as expectativas do empresariado quanto à evolução da taxa de juros encontram-se deterioradas, com indicador global na zona de pessimismo moderado, com -224,4 pontos. Do total dos entrevistados pela pesquisa de confiança, 50% creem que a taxa de juros Selic irá variar entre 2,1 p.p. e 4 p.p. nos próximos 12 meses.
Quanto às expectativas concernentes ao crescimento, todos os setores estão animados, com indicadores atingindo as marcas de 591,7 pontos para o PIB nacional e 574,1 pontos para o PIB estadual, ambos localizaram-se na zona de grande otimismo. Aproximadamente 70% dos entrevistados esperam que o PIB nacional cresça entre 3% e 4,9% nos próximos 12 meses, ao passo que 45% dos entrevistados acreditam que o PIB estadual aumente entre 3% e 4,9%.
Desempenho das empresas
No que diz respeito à performance das vendas, pode-se inferir, de acordo o Iceb, que as expectativas são bem sólidas, com indicador geral alcançando a marca de 222,8 pontos, zona de otimismo moderado. Na contramão, resultados preocupantes foram averiguados para o crédito, com indicador geral alcançando a marca de -233,3 pontos, consolidando-se na zona de pessimismo moderado pelo quarto mês consecutivo. Do total dos entrevistados, 55% esperam que o crédito esteja pouco atrativo nos próximos 12 meses.
Uma variável que apresentou bom resultado foi a capacidade produtiva das empresas, com indicador geral atingindo 214,1 pontos, zona de otimismo moderado. Nesse contexto, 45% dos sondados esperam que a utilização da capacidade produtiva esteja maior nos próximos 12 meses. Nessa linha, outro aspecto bem avaliado globalmente foram as exportações, com indicador geral atingindo 165 pontos, zona de otimismo moderado.
Porém, quando se avalia os setores individualmente, chama a atenção o desempenho da Indústria, com -83,3 pontos, zona de pessimismo moderado. Uma explicação razoável para esse evento decorre da apreciação da moeda doméstica, que impacta diretamente no setor indústria, o mais sensível a variações na taxa de câmbio.
Fonte: Agecom
Em 5/05/2011.