07/03/2007
Apesar da cobrança de pedágio na Estrada do Coco existir desde janeiro de 2001, a rodovia ainda não foi duplicada. Seu cronograma de obras parou na terceira etapa, que deveria ser concluída em abril de 2006, restando ainda a quarta etapa, cujas obras sequer foram iniciadas. Com o verão, o número de veranistas e turistas aumenta na região, reunindo pessoas que se deslocam para a BA-099, conhecida também como Estrada do Coco, e Linha Verde em busca das belezas do litoral baiano.
As obras de duplicação dos 46,30 quilômetros da rodovia foram iniciadas em fevereiro de 2000. Atualmente, estão paradas e ainda restam aproximadamente dez quilômetros para o término da duplicação. A terceira etapa do cronograma - ponte sobre o Rio Jacuípe até Guarajuba, com 11,3 quilômetros - deveria ter sido concluída em abril de 2006, mas parou antes do término. Já o trecho seguinte, de sete quilômetros, entre Guarajuba e Itacimirim, que deveria ter sido iniciado em abril de 2006, sequer começou a ser feita.
O novo secretário de Infra-Estrutura do Estado, Antônio Carlos Batista Neves, garantiu que vai rever diversos itens do contrato de concessão, feito em 2000, entre a Agerba (Agência Estadual de Regulação) e a CLN (Concessionária Litoral Norte). Segundo Batista, existem pontos que precisam ser revistos, como a questão da cobrança do pedágio, a qualidade das obras e prazos de conclusão.
A CLN, através de sua assessoria de comunicação, garante que o contrato está sendo cumprido e que não há necessidades de revisão. Porém, a CLN se diz disposta a conversar com o governo do Estado. Em abril de 2005, mesmo depois de vários meses com as obras paradas, a CLN teve o prazo de concessão para explorar o pedágio ampliado. O prazo pulou de 25 para 35 anos, e a empresa, de quebra, ganhou a garantia de que anualmente haverá reajuste no valor da tarifa básica do pedágio.
PROTESTOS - A primeira-dama do município de Camaçari e atual presidente da Câmara dos Vereadores, Luiza Maia, diz que a privatização da Estrada do Coco, na forma como foi concebida, foi bastante prejudicial ao município. `Cortaram o município ao meio, separando-o, como se a parte litorânea não fosse Camaçari`, diz. Ela se refere, principalmente, à população das nove comunidades que ficam separadas de sua sede pelo pedágio. São elas: Catu de Abrantes, Vila de Abrantes, Jauá, Arembepe, Barra do Jacuípe, Monte Gordo, Guarajuba, Barra do Pojuca e Itacimirim.
Outro fato levantado é que a Concessionária Litoral Norte, que administra a rodovia, não construiu as vias alternativas, como determina o contrato de concessão. Exemplo disso são as vias que passam pelo Condomínio Las Palmas e a Estrada da Várzea Grande. `Fomos nós da prefeitura que fizemos isso`, garante Luiza Maia.
Atualmente, a obra de duplicação da Estrada do Coco está parada no km-38, próximo a Guarajuba. Daí a nove quilômetros, em direção a Itacimirim, não há quaisquer indícios de obras. A assessoria da CLN garante que o atraso se deve a problemas de desapropriação de imóveis.
ATRASOS - Um dos fundadores e coordenador do Movimento Pedágio Livre, Sidrach Xavier, contesta as afirmações da CLN, explicando que os atrasos são constantes. `As obras da terceira etapa deviam ser inauguradas em abril do ano passado`, contabiliza. Ele também lembra que uma das cláusulas do contrato inicial determinava que a cobrança do pedágio se faria ao fim das obras. `Mas a cobrança começou em 2001, antes da conclusão da primeira etapa, que só foi entregue em março de 2001`.
A Tarde Adilson Fonseca 01/01/07
As obras de duplicação dos 46,30 quilômetros da rodovia foram iniciadas em fevereiro de 2000. Atualmente, estão paradas e ainda restam aproximadamente dez quilômetros para o término da duplicação. A terceira etapa do cronograma - ponte sobre o Rio Jacuípe até Guarajuba, com 11,3 quilômetros - deveria ter sido concluída em abril de 2006, mas parou antes do término. Já o trecho seguinte, de sete quilômetros, entre Guarajuba e Itacimirim, que deveria ter sido iniciado em abril de 2006, sequer começou a ser feita.
O novo secretário de Infra-Estrutura do Estado, Antônio Carlos Batista Neves, garantiu que vai rever diversos itens do contrato de concessão, feito em 2000, entre a Agerba (Agência Estadual de Regulação) e a CLN (Concessionária Litoral Norte). Segundo Batista, existem pontos que precisam ser revistos, como a questão da cobrança do pedágio, a qualidade das obras e prazos de conclusão.
A CLN, através de sua assessoria de comunicação, garante que o contrato está sendo cumprido e que não há necessidades de revisão. Porém, a CLN se diz disposta a conversar com o governo do Estado. Em abril de 2005, mesmo depois de vários meses com as obras paradas, a CLN teve o prazo de concessão para explorar o pedágio ampliado. O prazo pulou de 25 para 35 anos, e a empresa, de quebra, ganhou a garantia de que anualmente haverá reajuste no valor da tarifa básica do pedágio.
PROTESTOS - A primeira-dama do município de Camaçari e atual presidente da Câmara dos Vereadores, Luiza Maia, diz que a privatização da Estrada do Coco, na forma como foi concebida, foi bastante prejudicial ao município. `Cortaram o município ao meio, separando-o, como se a parte litorânea não fosse Camaçari`, diz. Ela se refere, principalmente, à população das nove comunidades que ficam separadas de sua sede pelo pedágio. São elas: Catu de Abrantes, Vila de Abrantes, Jauá, Arembepe, Barra do Jacuípe, Monte Gordo, Guarajuba, Barra do Pojuca e Itacimirim.
Outro fato levantado é que a Concessionária Litoral Norte, que administra a rodovia, não construiu as vias alternativas, como determina o contrato de concessão. Exemplo disso são as vias que passam pelo Condomínio Las Palmas e a Estrada da Várzea Grande. `Fomos nós da prefeitura que fizemos isso`, garante Luiza Maia.
Atualmente, a obra de duplicação da Estrada do Coco está parada no km-38, próximo a Guarajuba. Daí a nove quilômetros, em direção a Itacimirim, não há quaisquer indícios de obras. A assessoria da CLN garante que o atraso se deve a problemas de desapropriação de imóveis.
ATRASOS - Um dos fundadores e coordenador do Movimento Pedágio Livre, Sidrach Xavier, contesta as afirmações da CLN, explicando que os atrasos são constantes. `As obras da terceira etapa deviam ser inauguradas em abril do ano passado`, contabiliza. Ele também lembra que uma das cláusulas do contrato inicial determinava que a cobrança do pedágio se faria ao fim das obras. `Mas a cobrança começou em 2001, antes da conclusão da primeira etapa, que só foi entregue em março de 2001`.
A Tarde Adilson Fonseca 01/01/07