10/05/2007
BUENOS AIRES - O acordo entre a Petrobras e o governo da Bolívia será anunciado ainda nesta quinta-feira, 10, segundo o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. `Vai ter novidades hoje (quinta) e, talvez, saia pronunciamento dos dois presidentes (Evo Morales, da Bolívia, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil)`, disse Garcia em entrevista aos correspondentes brasileiros em Buenos Aires.
Garcia afirmou que `o clima é favorável ao acordo` e que a Petrobras, desde o início, manteve a disposição de negociar. `Nós achamos que não vale a pena que se adense um contencioso entre os dois países e a forma serena com a qual o governo brasileiro se comportou ajudou no processo`, opinou.
Garcia voltou a ressaltar o fato de que a parceria entre o Brasil e a Bolívia em matéria de gás foi uma herança deixada por governos anteriores. `No entanto, nossa responsabilidade é a de discutir bem e não de resolver no gogó, na bravata`, afirmou.
Indagado se o acordo será bom para o Brasil, Garcia comentou que `um acordo tem que ser bom para os dois lados`. Ele também brincou dizendo que `um acordo ruim para os dois é um acordo bom para os dois`.
Garcia insistiu que o importante do acordo é `preservar o bom relacionamento com a Bolívia`. Ou seja, mesmo que o preço a ser pago pelas duas refinarias da Petrobras for abaixo do valor estipulado pelo mercado, ele acredita que o acordo é estratégico para o País. `O Brasil depende do gás da Bolívia, mas possui alternativas, talvez custosas ou dolorosas, já a Bolívia é absolutamente dependente do mercado brasileiro`, destacou.
Para completar seu raciocínio, Garcia lembrou que um colapso no abastecimento de gás boliviano ao mercado brasileiro provocaria vários problemas em outros combustíveis. `E eu pergunto: o que é melhor para o Brasil e para a América Latina: uma Bolívia estável ou instável?` indagou, respondendo em seguida: `é claro que ao Brasil e à região interessa a Bolívia estabilizada`.
Garcia afirmou que `o clima é favorável ao acordo` e que a Petrobras, desde o início, manteve a disposição de negociar. `Nós achamos que não vale a pena que se adense um contencioso entre os dois países e a forma serena com a qual o governo brasileiro se comportou ajudou no processo`, opinou.
Garcia voltou a ressaltar o fato de que a parceria entre o Brasil e a Bolívia em matéria de gás foi uma herança deixada por governos anteriores. `No entanto, nossa responsabilidade é a de discutir bem e não de resolver no gogó, na bravata`, afirmou.
Indagado se o acordo será bom para o Brasil, Garcia comentou que `um acordo tem que ser bom para os dois lados`. Ele também brincou dizendo que `um acordo ruim para os dois é um acordo bom para os dois`.
Garcia insistiu que o importante do acordo é `preservar o bom relacionamento com a Bolívia`. Ou seja, mesmo que o preço a ser pago pelas duas refinarias da Petrobras for abaixo do valor estipulado pelo mercado, ele acredita que o acordo é estratégico para o País. `O Brasil depende do gás da Bolívia, mas possui alternativas, talvez custosas ou dolorosas, já a Bolívia é absolutamente dependente do mercado brasileiro`, destacou.
Para completar seu raciocínio, Garcia lembrou que um colapso no abastecimento de gás boliviano ao mercado brasileiro provocaria vários problemas em outros combustíveis. `E eu pergunto: o que é melhor para o Brasil e para a América Latina: uma Bolívia estável ou instável?` indagou, respondendo em seguida: `é claro que ao Brasil e à região interessa a Bolívia estabilizada`.