03/09/2007
O balanço do primeiro semestre do Banco do Nordeste revelou um saldo de operações de créditos globais de R$21,2 bilhões, resultando um lucro líquido de R$76,5 milhões, bem próximo do montante do mesmo período de 2006, que foi de R$76,4 milhões. Segundo o superintendente regional do BNB, Paulo Sérgio Ferraro, a instituição não divulga os dados regionais do faturamento, adiantando apenas que do total de operações contratadas no período, mais de R$1,30 bilhão foi destinado ao estado, sendo R$871 milhões em empréstimos de longo prazo e R$159 milhões de curto prazo, sobretudo através do Crediamigo. Desse montante, o setor rural ficou com aproximadamente R$267 milhões, o industrial com R$266 milhões, o de infra-estrutura com R$247 milhões e o de comércio, serviço e turismo com os R$254 milhões restantes. `O importante foi que conseguimos desenvolver uma parceria de políticas públicas afinadas com o PPA do governo estadual, priorizando o desenvolvimento social e econômico de todas as regiões, com destaque para as áreas da educação, saúde, saneamento básico e habitação`, frisou Ferraro. Segundo ele, esses quatro pilares norteiam, também, os financiamentos reembolsáveis do banco para a iniciativa privada de todos os portes, da agricultura familiar a grandes projetos. A geração de emprego e renda no semi-árido, que abrange 69% do território baiano, é, para o superintendente regional, prioridade absoluta para o BNB, que tem como papel social o desenvolvimento dos estados nordestinos. De acordo com o balanço do primeiro semestre, em 2007 o BNB assinou contratos de financiamento e empréstimos no valor de R$3,4 bilhões, dos quais R$1,2 bilhão direcionado ao setor rural (3,1% superior ao montante registrado nos seis primeiros meses de 2006). O Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE) contribuiu com R$2,1 bilhões, quase a metade para o setor rural. Jofran Peixoto, superintendente financeiro do BNB, ao divulgar o balanço ressaltou a importância do banco captar novas fontes de recurso, a exemplo do Fundo da Marinha Mercante, que este ano já contribuiu com R$55,3 milhões. Para as micro e pequenas empresas o banco emprestou R$309,5 milhões no primeiro semestre, equivalente a 54,3% da meta projetada para os 12 meses, de R$570 milhões. O Crediamigo, maior programa de microcrédito produtivo do Brasil e considerado o segundo maior da América Latina, emprestou R$351,6 milhões a mais de 260 mil clientes, 19,5% a mais que no mesmo período do ano passado. O programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) somou R$623,5 milhões em empréstimos, encerrando o Plano Safra 2006/2007 com contratos de R$1.439 bilhão - 21% superior à meta prevista Fonte: Correio da Bahia
Repórter: Mônica Bichara
03/09/07
Repórter: Mônica Bichara
03/09/07