Investimento de R$ 27 milhões vai triplicar Pontos de Cultura na Bahia

03/01/2008
Os chamados Pontos de Cultura, entidades da sociedade civil que, selecionadas por editais públicos tornam-se responsáveis por articular e impulsionar ações culturais em suas comunidades, vão triplicar na Bahia. O governo do Estado e o Ministério da Cultura (Minc) assinaram, nesta quinta-feira (3), um convênio para a implantação de 150 novos pontos, um investimento de R$ 27 milhões até 2010 - contrapartida de R$ 9 milhões do governo baiano, que serão aplicados ainda em 2008. O estado já conta com 60 pontos culturais, distribuídos em Salvador e municípios do interior.

O edital deverá ser publicado ainda no primeiro semestre deste ano. A implantação dos Pontos de Cultura é uma ação prioritária do Programa Mais Cultura, lançado pelo governo federal em 2007.

Em solenidade no Palácio da Aclamação, com direito a apresentações de dança e música, os convênios foram assinados pelo governador Jaques Wagner, pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, pelo secretário executivo do Minc, Juca Ferreira, e pelo secretário da Cultura, Márcio Meirelles. Na ocasião, o Minc também anunciou a destinação de R$ 1,5 milhão para a elaboração de um projeto de revitalização da Feira de São Joaquim, a maior feira livre da América Latina, existente há mais de 43 anos, com 38 mil metros quadrados de área e sete mil trabalhadores.

Sobre os Pontos de Cultura, o governador salientou a importância dos espaços na difusão das artes cênicas, visuais, musicais e da cultura afro-brasileira, das culturas populares e culturas indígenas. `É muito bom começar o ano falando de cultura, de inclusão social e de respeito. Esses convênios mostram como a articulação entre os governos federal e estadual está construindo um Brasil e uma Bahia de todos`, afirmou.

Manifestando o mesmo pensamento, o ministro Gilberto Gil enfatizou que `os pontos de cultura são muito importantes para que as pessoas tenham a oportunidade de entrar no percurso da produção cultural, contribuindo para o progresso social`.

Para a requalificação da Feira de São Joaquim, o projeto vai ser elaborado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), com o objetivo de preservar o valor simbólico do local e potencializar o desenvolvimento econômico e sustentável do espaço. A revitalização da feira é uma necessidade, na opinião do presidente do Sindicato dos Feirantes e Ambulantes de Salvador (Sindfeira), Joel Anunciação. `A feira faz parte da história do povo de Salvador e é o retrato mais genuíno de nossa cidade. Agora, ela terá o tratamento digno que merece, já que foi esquecida por tantos anos`.

O processo de registro da Feira de São Joaquim como patrimônio cultural imaterial brasileiro, inclusive, está em andamento no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Fonte: Agecom

03/01/08