29/02/2008
``Apóio o mercado aberto``, disse Bernanke, em resposta a perguntas de parlamentares durante seu depoimento semestral ao Comitê de Bancos do Senado.
Perguntado especificamente pelos congressistas a respeito dos impostos que pesam sobre o etanol importado, Bernanke respondeu que ``permitir a importação de etanol brasileiro iria reduzir os custos para os Estados Unidos``.
Bernanke afirmou que é difícil definir até que ponto a demanda por etanol está influenciando o preço dos alimentos nos Estados Unidos, mas ponderou que ``uma parcela significativa do milho produzido no país está sendo direcionada para o etanol, e isso aumenta os preços do milho``.
A postura do presidente do Fed foi elogiada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). A entidade divulgou uma nota, no início da noite de ontem, na qual elogia a declaração favorável à redução de tarifas sobre o etanol produzido no Brasil.
De acordo com a entidade que representa os usineiros da região Centro-Sul do Brasil, maior região exportadora do combustível, os comentários ``representam uma postura extremamente positiva que vai muito além de questões puramente econômicas``.
A Unica informa que a sugestão de Bernanke ``é a favor da energia limpa e renovável, apóia a luta contra o aquecimento global e desafia a lógica distorcida que prevalece mundialmente, que taxa os biocombustíveis, ao mesmo tempo em que permite o livre trânsito dos combustíveis fósseis, sem barreiras comerciais ou de qualquer natureza``. O etanol brasileiro é taxado 56,5% para chegar aos Estados Unidos.
DESENVOLVIMENTO
O presidente da Unica, Marcos Sawaya Jank, informou, por meio da nota da entidade, que ``esse seria o tipo de medida que, se adotada, serviria de exemplo para que outros países e regiões do mundo assumam compromissos concretos com os biocombustíveis, para que o setor possa se desenvolver mundialmente de forma ordenada, produtiva, e com o essencial equilíbrio pela produção de alimentos e de combustível``.
``O setor sucroalcooleiro brasileiro está pronto para ampliar o fornecimento de etanol aos Estados Unidos, sem qualquer risco de expansão da produção de cana para regiões sensíveis do País ou de prejudicar o mercado interno. O Brasil também pode fornecer tecnologia, para que mais países adotem esta opção que evidentemente é viável e limpa``, comentou Jank.
Fonte> O Estado de S. Paulo
Em 29/02/2008.
Perguntado especificamente pelos congressistas a respeito dos impostos que pesam sobre o etanol importado, Bernanke respondeu que ``permitir a importação de etanol brasileiro iria reduzir os custos para os Estados Unidos``.
Bernanke afirmou que é difícil definir até que ponto a demanda por etanol está influenciando o preço dos alimentos nos Estados Unidos, mas ponderou que ``uma parcela significativa do milho produzido no país está sendo direcionada para o etanol, e isso aumenta os preços do milho``.
A postura do presidente do Fed foi elogiada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). A entidade divulgou uma nota, no início da noite de ontem, na qual elogia a declaração favorável à redução de tarifas sobre o etanol produzido no Brasil.
De acordo com a entidade que representa os usineiros da região Centro-Sul do Brasil, maior região exportadora do combustível, os comentários ``representam uma postura extremamente positiva que vai muito além de questões puramente econômicas``.
A Unica informa que a sugestão de Bernanke ``é a favor da energia limpa e renovável, apóia a luta contra o aquecimento global e desafia a lógica distorcida que prevalece mundialmente, que taxa os biocombustíveis, ao mesmo tempo em que permite o livre trânsito dos combustíveis fósseis, sem barreiras comerciais ou de qualquer natureza``. O etanol brasileiro é taxado 56,5% para chegar aos Estados Unidos.
DESENVOLVIMENTO
O presidente da Unica, Marcos Sawaya Jank, informou, por meio da nota da entidade, que ``esse seria o tipo de medida que, se adotada, serviria de exemplo para que outros países e regiões do mundo assumam compromissos concretos com os biocombustíveis, para que o setor possa se desenvolver mundialmente de forma ordenada, produtiva, e com o essencial equilíbrio pela produção de alimentos e de combustível``.
``O setor sucroalcooleiro brasileiro está pronto para ampliar o fornecimento de etanol aos Estados Unidos, sem qualquer risco de expansão da produção de cana para regiões sensíveis do País ou de prejudicar o mercado interno. O Brasil também pode fornecer tecnologia, para que mais países adotem esta opção que evidentemente é viável e limpa``, comentou Jank.
Fonte> O Estado de S. Paulo
Em 29/02/2008.