Bahia é 3º maior produtor de mamona do mundo

14/08/2008
Líder absoluto na produção nacional de mamona, a Bahia conquista um novo status de terceiro maior produtor mundial da oleaginosa, perdendo apenas para China e Índia. O reconhecimento foi consolidado no III Congresso Brasileiro de Mamona, que aconteceu durante toda a semana e reuniu 700 participantes, entre pesquisadores, técnicos, extensionistas e estudantes, no Bahia Othon Palace Hotel.

Na oportunidade, a Secretaria da Agricultura (Seagri) lançou duas novas variedades da espécie, que vão garantir a mecanização da produção para o agronegócio e a consorciação, para a produção familiar. As diferentes cultivares foram produzidas pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) para multiplicação e, posterior, venda e distribuição.

Uma das variedades, intitulada MPB1, tem uma perspectiva de revolucionar a cultura, a partir da mecanização da lavoura (o que não era possível anteriormente), favorecendo também ao agronegócio empresarial. `Dessa maneira, vai ser possível reduzir o ciclo para 96 dias e aumentar a produtividade anual para 2,5 mil quilos por hectare`, avaliou o superintendente de Política do Agronegócio da Seagri, Eujácio Simões.

A outra variedade da mamona, denominada como MPA 11, é destinada à consorciação de feijão e milho e beneficia agricultores familiares, através da política estadual de distribuição de sementes e a garantia de compra pelas empresas produtoras de biodiesel, como a Petrobras.

Para Simões, `o congresso consolidou a posição da mamona como matéria-prima viável tecnicamente para a produção de biodiesel, além de sedimentar a vocação para que seja a redenção do Semi-árido nordestino`.

O evento foi uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), em conjunto com a Embrapa Algodão.

A Bahia, além de se destacar no agronegócio da mamona como maior produtor nacional e terceiro do mundo, possui as principais indústrias de extração e transformação do óleo, sendo expoente também no setor industrial.

O Estado já produziu, nesse ano, numa área de 145 mil hectares, 125 mil toneladas de mamona, tendo por meta chegar à marca de 290 mil hectares e 350 mil toneladas, respectivamente.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

14/08/08