Publicado: 12/11/2008
Última atualização: 06/10/2026 às 10:00
Em telefonema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em Roma, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na noite de ontem que o debate sobre a crise financeira global extrapola o G-8 e tem que ser feito num fórum ampliado.
Obama teria destacado que o Brasil é um ator fundamental nesse debate, segundo informações da secretaria de imprensa do Palácio do Planalto.
O presidente eleito dos EUA retornou ligação feita por Lula após a vitória nas eleições do dia 4. O presidente brasileiro considerou que a conversa telefônica de 15 minutos foi muito boa e que Obama demonstrou conhecimento da realidade brasileira.
Importância do Brasil
Segundo o relato de Lula, o presidente americano eleito reconheceu os esforços do governo brasileiro em relação ao crescimento econômico, aos programas sociais e ao uso de energia renovável.
Ainda de acordo com Lula, Barack Obama teria destacado a importância do Brasil no cenário internacional e o papel do país nas discussões sobre a crise financeira global.
O presidente brasileiro convidou Obama para vir ao Brasil e disse que deseja manter com ele as mesmas relações muito boas que tem com o atual presidente George W. Bush. Lula também manifestou a Obama o interesse de aprofundar o diálogo sobre a América Latina e sobre a reforma da ONU.
Ausência
Obama disse a Lula que ficará em Chicago durante a reunião do G-20 em Washington, no próximo dia 15. No fim da conversa, o presidente eleito dos EUA lembrou ao colega brasileiro que foi aluno do ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) na Universidade Harvard.
Fonte: Jornal do Brasil
Em 12/11/2008.
Barack Obama retribui mensagem do presidente Lula e elogia a `liderança mundial` do Brasil, em particular na busca de soluções à crise financeira global. Ele promete visitar o país `na primeira oportunidade` ________________________________________ Obama, Lula, relações bilaterais, telefonema O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou por volta das 20h de ontem para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para retribuir a mensagem de felicitações que recebera pela sua vitória na última quarta-feira. Na conversa, que durou cerca de 15 minutos, Obama ressaltou a `liderança mundial` exercida pelo Brasil e reafirmou a disposição de aprofundar a cooperação na área de energias renováveis, em especial os biocombustíveis. Lula, primeiro governante sul-americano a conversar com o sucessor de George W. Bush, convidou o eleito a visitar o país, e recebeu em resposta a promessa de que ele virá `na primeira oportunidade`, pela `importância` que atribui ao país.
`O presidente e o ministro Celso Amorim ficaram muito bem impressionados com o conhecimento que Obama demonstrou ter sobre o Brasil`, segundo fonte do Itamaraty. O presidente eleito classificou o país como `um líder no cenário mundial`, com uma contribuição `importante` a oferecer na cúpula deste fim de semana, em Washington, onde chefes de Estado e governo do G-20 (as principais economias do mundo), se reunirão para discutir soluções para a crise financeira global. Obama se disse favorável a incluir os países emergentes na discussão sobre a crise, ponto sobre o qual teria insistido nas conversas que teve com Bush em torno do tema.
Lula e o futuro chefe de Estado americano não se encontrarão durante a cúpula, pois o presidente eleito não comparecerá à reunião — fiel ao espírito de que os EUA `têm um presidente por vez`, como disse e repetiu em sua primeira coletiva depois de confirmada a vitória. Obama realçou ainda `a importância e os esforços do governo brasileiro para promover o desenvolvimento econômico` e elogiou em particular os programas sociais e de combate à pobreza. Manifestou `muito interesse` pelos projetos brasileiros na área de energias renováveis e reafirmou a determinação de aprofundar a cooperação bilateral na área de biocombustíveis.
No início de 2007, durante visita do presidente Bush, Brasil e EUA assinaram um memorando de intenções sobre o desenvolvimento do etanol e do biodiesel na América Central e Caribe, em cooperação triangular. O Haiti, onde tropas brasileiras comandam a Força de Estabilização das Nações Unidas (Minustah), é um dos países escolhidos para iniciativas-piloto, mas desde então o progresso tem sido desigual, com vários países ainda em fase inicial de estudos. Durante a campanha, Barack Obama propôs estabelecer um programa de 10 anos para a renovação da matriz energética, com dotação prevista de US$ 150 milhões.
Parceiros estratégicos
De acordo com o Itamaraty, o presidente Lula manifestou o desejo de manter com o presidente eleito `a mesma boa relação` cultivada com Bush nos últimos seis anos. O presidente brasileiro ressaltou `o bom estado das relações` bilaterais, uma `parceria estratégica`, e manifestou interesse em aprofundar as negociações sobre três temas: a América Latina; a abertura do comércio internacional, em particular a urgência de concluir a Rodada de Doha; e o fortalecimento da Organização das Nações Unidas, em especial a ampliação do Conselho de Segurança, onde o Brasil aspira a uma vaga permanente.
No fim da conversa, Obama lembrou a Lula que teve `um professor brasileiro` na prestigiada Universidade de Harvard. Foi uma referência ao ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, que se referiu ao ex-aluno como `um jovem com atributos de chefe de Estado`.
No início da semana, de partida para Moscou, Mangabeira Unger mencionou o potencial para cooperação com os Estados Unidos também no aperfeiçoamento da educação no nível médio. Em relação à crise financeira, o ministro mencionou a possibilidade de parceria para disponibilizar crédito.
Repórteres: Silvio Queiroz e Daniel Pereira
Fonte: Correio Braziliense
Em 12/11/2008.
Obama teria destacado que o Brasil é um ator fundamental nesse debate, segundo informações da secretaria de imprensa do Palácio do Planalto.
O presidente eleito dos EUA retornou ligação feita por Lula após a vitória nas eleições do dia 4. O presidente brasileiro considerou que a conversa telefônica de 15 minutos foi muito boa e que Obama demonstrou conhecimento da realidade brasileira.
Importância do Brasil
Segundo o relato de Lula, o presidente americano eleito reconheceu os esforços do governo brasileiro em relação ao crescimento econômico, aos programas sociais e ao uso de energia renovável.
Ainda de acordo com Lula, Barack Obama teria destacado a importância do Brasil no cenário internacional e o papel do país nas discussões sobre a crise financeira global.
O presidente brasileiro convidou Obama para vir ao Brasil e disse que deseja manter com ele as mesmas relações muito boas que tem com o atual presidente George W. Bush. Lula também manifestou a Obama o interesse de aprofundar o diálogo sobre a América Latina e sobre a reforma da ONU.
Ausência
Obama disse a Lula que ficará em Chicago durante a reunião do G-20 em Washington, no próximo dia 15. No fim da conversa, o presidente eleito dos EUA lembrou ao colega brasileiro que foi aluno do ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) na Universidade Harvard.
Fonte: Jornal do Brasil
Em 12/11/2008.
Barack Obama retribui mensagem do presidente Lula e elogia a `liderança mundial` do Brasil, em particular na busca de soluções à crise financeira global. Ele promete visitar o país `na primeira oportunidade` ________________________________________ Obama, Lula, relações bilaterais, telefonema O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou por volta das 20h de ontem para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para retribuir a mensagem de felicitações que recebera pela sua vitória na última quarta-feira. Na conversa, que durou cerca de 15 minutos, Obama ressaltou a `liderança mundial` exercida pelo Brasil e reafirmou a disposição de aprofundar a cooperação na área de energias renováveis, em especial os biocombustíveis. Lula, primeiro governante sul-americano a conversar com o sucessor de George W. Bush, convidou o eleito a visitar o país, e recebeu em resposta a promessa de que ele virá `na primeira oportunidade`, pela `importância` que atribui ao país.
`O presidente e o ministro Celso Amorim ficaram muito bem impressionados com o conhecimento que Obama demonstrou ter sobre o Brasil`, segundo fonte do Itamaraty. O presidente eleito classificou o país como `um líder no cenário mundial`, com uma contribuição `importante` a oferecer na cúpula deste fim de semana, em Washington, onde chefes de Estado e governo do G-20 (as principais economias do mundo), se reunirão para discutir soluções para a crise financeira global. Obama se disse favorável a incluir os países emergentes na discussão sobre a crise, ponto sobre o qual teria insistido nas conversas que teve com Bush em torno do tema.
Lula e o futuro chefe de Estado americano não se encontrarão durante a cúpula, pois o presidente eleito não comparecerá à reunião — fiel ao espírito de que os EUA `têm um presidente por vez`, como disse e repetiu em sua primeira coletiva depois de confirmada a vitória. Obama realçou ainda `a importância e os esforços do governo brasileiro para promover o desenvolvimento econômico` e elogiou em particular os programas sociais e de combate à pobreza. Manifestou `muito interesse` pelos projetos brasileiros na área de energias renováveis e reafirmou a determinação de aprofundar a cooperação bilateral na área de biocombustíveis.
No início de 2007, durante visita do presidente Bush, Brasil e EUA assinaram um memorando de intenções sobre o desenvolvimento do etanol e do biodiesel na América Central e Caribe, em cooperação triangular. O Haiti, onde tropas brasileiras comandam a Força de Estabilização das Nações Unidas (Minustah), é um dos países escolhidos para iniciativas-piloto, mas desde então o progresso tem sido desigual, com vários países ainda em fase inicial de estudos. Durante a campanha, Barack Obama propôs estabelecer um programa de 10 anos para a renovação da matriz energética, com dotação prevista de US$ 150 milhões.
Parceiros estratégicos
De acordo com o Itamaraty, o presidente Lula manifestou o desejo de manter com o presidente eleito `a mesma boa relação` cultivada com Bush nos últimos seis anos. O presidente brasileiro ressaltou `o bom estado das relações` bilaterais, uma `parceria estratégica`, e manifestou interesse em aprofundar as negociações sobre três temas: a América Latina; a abertura do comércio internacional, em particular a urgência de concluir a Rodada de Doha; e o fortalecimento da Organização das Nações Unidas, em especial a ampliação do Conselho de Segurança, onde o Brasil aspira a uma vaga permanente.
No fim da conversa, Obama lembrou a Lula que teve `um professor brasileiro` na prestigiada Universidade de Harvard. Foi uma referência ao ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, que se referiu ao ex-aluno como `um jovem com atributos de chefe de Estado`.
No início da semana, de partida para Moscou, Mangabeira Unger mencionou o potencial para cooperação com os Estados Unidos também no aperfeiçoamento da educação no nível médio. Em relação à crise financeira, o ministro mencionou a possibilidade de parceria para disponibilizar crédito.
Repórteres: Silvio Queiroz e Daniel Pereira
Fonte: Correio Braziliense
Em 12/11/2008.