08/01/2009
O superintendente do Dnit no Rio de Janeiro, Rodrigo Costa, culpou a greve nacional dos servidores do órgão, que durou 45 dias em 2008, pela falta de manutenção das estradas federais no estado. Só 2% da verba foram gastos. Para ele, a greve atrasou as licitações.
Na lanterna do ranking de investimentos em manutenção de rodovias, a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio encontrou na greve nacional dos servidores do órgão, que durou 45 dias entre agosto e setembro do ano passado, a justificativa para o pífio percentual efetivamente gasto no ano passado para manter e recuperar rodovias federais - apenas 2%. Para conservar os trechos fluminenses das estradas BR-356 (Muriaé-São João da Barra), BR-393 (antiga Rio-Bahia), BR-465 (antiga Rio-São Paulo), BR-493 (Magé-Manilha) e BR-495 (Itaipava-Petrópolis) não foi desembolsado um único centavo sequer em 2008, nem mesmo até agosto, antes de a greve começar.
- A greve no departamento trouxe retardamento nas licitações. Muito embora estivéssemos preparando as licitações, não se consegue operacionalizar nada, porque tudo ocorre a nível nacional. Essa greve trouxe perda de tempo. Muitas concorrências que iam ser terminadas em agosto e setembro tiveram prorrogação - disse o superintendente do Dnit no Rio, Rodrigo Antonio Ribeiro Costa, há três anos à frente do órgão.
A previsão de gastos com manutenção de estradas no Rio era de R$88,7 milhões no começo de 2008. Apenas R$2,1 milhões foram efetivamente gastos até o fim do ano. O Rio teve o segundo maior índice de mortes nas rodovias federais no Natal e no réveillon. Foram 33 mortes, menos apenas do que Minas Gerais.
O superintendente do Dnit no Rio diz que as obras do Arco Rodoviário, que ajudariam a desafogar o trânsito nas principais rodovias, atrasaram por causa de questões ambientais. Até agora, segundo ele, foram gastos R$100 milhões com o projeto no estado.
- A superintendência do Rio trabalha com o governo do estado, para dar maior velocidade possível à execução do projeto. Mas não podemos passar por cima das questões ambientais - disse ele.
Superintendente prevê atrasos também este ano
Rodrigo Costa reconhece que os atrasos nas licitações em 2008 poderão comprometer o calendário de investimentos também em 2009. Mas ressaltou que os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no estado ajudarão a recuperar pelo menos quatro rodovias. Estão previstas obras de R$90 milhões na BR-356, atingida pelas chuvas. Para a BR-101 Sul (Angra-Paraty), foram reservados R$55 milhões. Para a rodovia BR-354, que liga o Rio ao Sul de Minas, R$54 milhões. Já para a duplicação da BR-493, estão previstos R$280 milhões.
Autor(es): Maiá Menezes
O Globo
- 08/01/2009.
Na lanterna do ranking de investimentos em manutenção de rodovias, a superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio encontrou na greve nacional dos servidores do órgão, que durou 45 dias entre agosto e setembro do ano passado, a justificativa para o pífio percentual efetivamente gasto no ano passado para manter e recuperar rodovias federais - apenas 2%. Para conservar os trechos fluminenses das estradas BR-356 (Muriaé-São João da Barra), BR-393 (antiga Rio-Bahia), BR-465 (antiga Rio-São Paulo), BR-493 (Magé-Manilha) e BR-495 (Itaipava-Petrópolis) não foi desembolsado um único centavo sequer em 2008, nem mesmo até agosto, antes de a greve começar.
- A greve no departamento trouxe retardamento nas licitações. Muito embora estivéssemos preparando as licitações, não se consegue operacionalizar nada, porque tudo ocorre a nível nacional. Essa greve trouxe perda de tempo. Muitas concorrências que iam ser terminadas em agosto e setembro tiveram prorrogação - disse o superintendente do Dnit no Rio, Rodrigo Antonio Ribeiro Costa, há três anos à frente do órgão.
A previsão de gastos com manutenção de estradas no Rio era de R$88,7 milhões no começo de 2008. Apenas R$2,1 milhões foram efetivamente gastos até o fim do ano. O Rio teve o segundo maior índice de mortes nas rodovias federais no Natal e no réveillon. Foram 33 mortes, menos apenas do que Minas Gerais.
O superintendente do Dnit no Rio diz que as obras do Arco Rodoviário, que ajudariam a desafogar o trânsito nas principais rodovias, atrasaram por causa de questões ambientais. Até agora, segundo ele, foram gastos R$100 milhões com o projeto no estado.
- A superintendência do Rio trabalha com o governo do estado, para dar maior velocidade possível à execução do projeto. Mas não podemos passar por cima das questões ambientais - disse ele.
Superintendente prevê atrasos também este ano
Rodrigo Costa reconhece que os atrasos nas licitações em 2008 poderão comprometer o calendário de investimentos também em 2009. Mas ressaltou que os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no estado ajudarão a recuperar pelo menos quatro rodovias. Estão previstas obras de R$90 milhões na BR-356, atingida pelas chuvas. Para a BR-101 Sul (Angra-Paraty), foram reservados R$55 milhões. Para a rodovia BR-354, que liga o Rio ao Sul de Minas, R$54 milhões. Já para a duplicação da BR-493, estão previstos R$280 milhões.
Autor(es): Maiá Menezes
O Globo
- 08/01/2009.