Barril de petróleo fica abaixo de US$ 35 nos EUA

18/02/2009
O barril do Brent foi negociado ontem no mercado de futuros de Londres em baixa de 5,19%, diante do temor dos investidores de que a crise financeira aumente nos próximos meses e provoque a redução da demanda da commodity. O barril de petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, para entrega em abril fechou a sessão no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres aos US$ 41,03, uma queda de US$ 2,25 no fim do pregão.

Os contratos para março do barril de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) caíram 6,87%, fechando o pregão da Bolsa de Nova York negociados por US$ 34,93, valor US$ 2,58 menor que o do fechamento anterior.

Já os contratos de gasolina para o mesmo mês fecharam o pregão em US$ 1,11 por galão de 3,78 litros - 9 centavos de dólar a menos - e os de gasóleo de calefação para março caíram 12 centavos de dólar e fecharam o dia de ontem em US$ 1,18 por galão. O preço do gás natural para março, por sua vez, perdeu 25 centavos de dólar e fechou o pregão negociado a US$ 4,20 por mil pés cúbicos.

O preço da commodity caiu no pregão de ontem como consequência do temor de que o recrudescimento da crise financeira reduza a procura por petróleo nos principais mercados consumires mundiais: Estados Unidos, China, Japão e Europa.

Analistas acreditam que a demanda de petróleo está atualmente `na defensiva`, à espera de novas notícias da economia mundial, e que o preço do barril não subirá significativamente enquanto a confiança dos investidores não voltar ao mercado.

Segundo as estimativas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a demanda mundial da commodity será este ano de 85,1 milhões de barris diários em média, 600 mil a menos que em 2008 e 40 mil abaixo do previsto há um mês.

Para enfrentar esta situação, a Opep pretende anunciar um novo corte em sua produção na reunião que acontecerá em março.

O ministro iraquiano do Petróleo, Hussain al-Shahristani, acenou ontem com a chance de nova redução na produção da Opep em março. `Se os cortes anteriores não foram suficientes para estabilizar o mercado e os preços, cortaremos de novo a produção`, sustentou.

Os integrantes do cartel já concordaram em reduzir a produção em 4,2 milhões de barris em relação aos níveis de setembro de 2008. A Opep tem reunião marcada para o próximo mês, quando possivelmente deve comunicar nova diminuição na sua produção.

Autor(es): Valor Online, de São Paulo e agências internacionais.

Valor Econômico - 18/02/2009.