Consumo de gás reage com melhora da indústria e calor

03/02/2010
Passado o tombo de 2009 provocado pela crise, o mercado de gás natural começa a reagir. O consumo cresce rapidamente na esteira da recuperação da indústria e do forte calor deste verão -que aumentou a demanda por energia e obrigou o uso mais intenso das termelétricas.

Em janeiro, a Petrobras vendeu 35 milhões de metros cúbicos em média, acima dos 28 milhões de janeiro de 2009 -aquém, porém, do recorde de 37 milhões de janeiro de 2008, quando a economia estava aquecida. A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, no exercício da presidência da Petrobras, disse que desde novembro o país tem `fortes picos` de consumo de energia, o que ampliou o uso das termelétricas.

Já o consumo industrial do gás, diz, reage por causa de um desconto médio de 35% no preço do produto excedente vendido em leilões e em razão da retomada da produção de setores industriais que utilizam o insumo. A perspectiva da companhia é colocar no mercado cerca de 50 milhões de metros cúbicos neste ano, volume ainda inferior ao recorde de 58 milhões de 2008, quando o consumo crescia até o estouro da crise.

Apesar da recuperação do mercado de gás natural, Foster disse que a companhia decidiu `postergar` a produção de dois novos campos à espera de um cenário melhor de demanda e de preço do produto -desvalorizado mundialmente por conta do fraco consumo global. Estava programada para entrar com força total a produção dos campos de Mexilhão (bacia de Santos) e Uruguá-Tambaú, que agora vão ampliar gradualmente a extração até 2014.

Fonte: Folha de S. Paulo

Em 03/02/2010.