18/02/2010
Como acontece nas obras de duplicação da BR-101 na região sul, o trabalho no trecho nordestino também revela acervo arqueológico muito importante para o país. Somente no trecho entre Natal/RN e Pernambuco/PE, onde a duplicação será concluída pelo DNIT em 2010, foram localizados 142 sítios históricos e pré-históricos. O Salvamento Arqueológico é um entre os 16 Programas Básicos Ambientais - PBAs definidos no licenciamento ambiental da duplicação da BR-101, junto ao IBAMA.Os sítios históricos são locais de ocupação por parte dos colonizadores entre o ano de 1500 e o final do século XIX. Neles, o material encontrado é constituído por cerâmica, em grande parte de origem inglesa, e até por projéteis de mosquetes. 'Podem ser vestígios de vilas, igrejas e engenhos', explica o professor Marcos Albuquerque, coordenador do Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE.
Os pré-históricos são anteriores à chegada dos colonizadores. Os principais são sítios da tradição cultural Tupiguarani, que eram horticultores pré-históricos e tinham na mandioca a base de sua alimentação. Conheciam a cerâmica, enterravam seus mortos em urnas funerárias de cerâmica e moravam em aldeias. Segundo Marcos Albuquerque, que também coordena toda a pesquisa arqueológica da BR 101/NE, os fragmentos de cerâmica encontrados estão em processo de datação por termoluminescência. Somente com a conclusão destes estudos é que será possível determinar a data exata de todo o material.
Alagoas, Sergipe e Bahia - Enquanto aguarda a LI - Licença de Instalação já requerida ao IBAMA para começar as obras de duplicação no trecho entre Palmares/PE e Feira de Santana/BA, o DNIT garante o salvamento dos sítios nas margens da BR-101 nos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia, por meio do convênio com a UFPE.
Em Alagoas já foram localizados 25 sítios e ocorrências arqueológicas. Em Sergipe, oito. No estado da Bahia, as prospecções começarão em breve e, portanto, não houve qualquer registro. 'No trecho entre Palmares/Feira de Santana os nossos trabalhos estão apenas começando, de modo que ainda serão encontrados sítios durante esta fase e também quando as obras começarem, durante a fase de monitoramento', explica Albuquerque.
'Todos os achados são extremamente relevantes, pois sempre trazem algo de novo para o conhecimento de grupos que viveram no passado, sejam eles anteriores ao descobrimento do Brasil ou posteriores', comenta o professor.
11/02/10
Assessoria de Imprensa/DNIT