25/05/2007
Representantes do Ministério do Meio Ambiente lançaram ontem, durante a reunião do Fórum de Articulação Estadual da Revitalização do Rio São Francisco, um plano de desenvolvimento do turismo sustentável. O projeto prevê a criação de cinco novas áreas de preservação ambiental na Bahia e o envolvimento das comunidades ribeirinhas na criação de `produtos turísticos` que permitam gerar renda e estimular a preservação do ecossistema que envolve as bacias hidrográficas do São Francisco.
Segundo Fernando Ferreira, coordenador do plano de ações estratégicas e integradas para o desenvolvimento do turismo sustentável da bacia do rio São Francisco, o plano foi desenvolvido em três anos e reúne proposições de 742 participantes das 11 oficinas e cinco seminários realizados desde 2004. Foram definidas 385 ações para os próximos quatro anos, que irão consumir R$13 milhões em investimentos. Entre os produtos turísticos, passeios de vapor pelo rio, expedições em grutas, visitação de museus e fazendas de produção de vinho, tudo com utilização de mão-de-obra local, capacitada para orientar os turistas e difundir os cuidados para a manutenção dos cenários naturais.
Entre os novos sítios de preservação a serem criados, ainda este ano, estão os parques nacionais do canyon do São Francisco, Boqueirão da Onça (entre Sobradinho e Irecê), Dunas de São Francisco (Pilão Arcado), do centro-oeste baiano (Barreiras) e a área de proteção ambiental (APA) do Xingo, em Paulo Afonso. Cada cidade envolvida terá um centro integrado de revitalização. A Bahia conta hoje com dez pólos ambientais e deve chegar a 20 até o fim do ano. Também este ano será criado o Centro de Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD), em convênio com a Ufba. O coordenador do programa de revitalização da bacia hidrográfica do São Francisco, Maurício Laxe, se mostra animado com o desenvolvimento do projeto, que segundo ele nada tem a ver com a proposta de transposição das águas do rio.
Segundo Laxe, desde 2004, já foram investidos R$215 milhões na revitalização e para este ano estão assegurados R$268 milhões para continuidade das ações. Até 2010, serão R$1,26 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mais R$260 milhões do Plano Plurianual (PPA) de investimentos. Maurício ainda aguarda a criação do Fundo de Revitalização no Congresso, que irá destinar R$300 milhões/ano para este fim. A proposta de Emenda Constitucional (PEC) já foi aprovada no Senado e aguarda votação na Câmara.
O coordenador da revitalização também defende a criação de roteiros aéreos para facilitar o acesso às regiões de Paulo Afonso, Petrolina, Lençóis e Barreiras, como parte da promoção do turismo em torno do rio. Maurício Laxe critica a postura dos governos dos estados banhados pelo São Francisco, que, à exceção de Minas Gerais, não têm no orçamento verbas para oferecer a contrapartida dos investimentos federais.
RÉPLICA
O superintendente de Recursos Hídricos do governo estadual, Júlio Rocha, rebate as críticas e afirma que os investimentos da União na revitalização ainda são poucos. Segundo ele, os comitês de bacia estão sendo criados e já existem R$2,75 milhões liberados para este fim. Também está sendo planejada a recuperação das matas ciliares e a revisão das plantas de bacia, bem como o monitoramento dos afluentes do São Francisco no estado, através do programa Monitora. Júlio Rocha informou que existem R$4 milhões num fundo estadual de recursos hídricos, criado por lei há quatro anos e jamais colocado em prática por falta de regulamentação. `A proposta de regulamentação já foi encaminhada à Casa Civil e até o próximo mês, estaremos concluindo as audiências públicas do plano plurianual participativo para definir os valores que serão destinados à revitalização no orçamento do ano que vem`.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Alan Rodrigues
25/05/07
Segundo Fernando Ferreira, coordenador do plano de ações estratégicas e integradas para o desenvolvimento do turismo sustentável da bacia do rio São Francisco, o plano foi desenvolvido em três anos e reúne proposições de 742 participantes das 11 oficinas e cinco seminários realizados desde 2004. Foram definidas 385 ações para os próximos quatro anos, que irão consumir R$13 milhões em investimentos. Entre os produtos turísticos, passeios de vapor pelo rio, expedições em grutas, visitação de museus e fazendas de produção de vinho, tudo com utilização de mão-de-obra local, capacitada para orientar os turistas e difundir os cuidados para a manutenção dos cenários naturais.
Entre os novos sítios de preservação a serem criados, ainda este ano, estão os parques nacionais do canyon do São Francisco, Boqueirão da Onça (entre Sobradinho e Irecê), Dunas de São Francisco (Pilão Arcado), do centro-oeste baiano (Barreiras) e a área de proteção ambiental (APA) do Xingo, em Paulo Afonso. Cada cidade envolvida terá um centro integrado de revitalização. A Bahia conta hoje com dez pólos ambientais e deve chegar a 20 até o fim do ano. Também este ano será criado o Centro de Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD), em convênio com a Ufba. O coordenador do programa de revitalização da bacia hidrográfica do São Francisco, Maurício Laxe, se mostra animado com o desenvolvimento do projeto, que segundo ele nada tem a ver com a proposta de transposição das águas do rio.
Segundo Laxe, desde 2004, já foram investidos R$215 milhões na revitalização e para este ano estão assegurados R$268 milhões para continuidade das ações. Até 2010, serão R$1,26 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mais R$260 milhões do Plano Plurianual (PPA) de investimentos. Maurício ainda aguarda a criação do Fundo de Revitalização no Congresso, que irá destinar R$300 milhões/ano para este fim. A proposta de Emenda Constitucional (PEC) já foi aprovada no Senado e aguarda votação na Câmara.
O coordenador da revitalização também defende a criação de roteiros aéreos para facilitar o acesso às regiões de Paulo Afonso, Petrolina, Lençóis e Barreiras, como parte da promoção do turismo em torno do rio. Maurício Laxe critica a postura dos governos dos estados banhados pelo São Francisco, que, à exceção de Minas Gerais, não têm no orçamento verbas para oferecer a contrapartida dos investimentos federais.
RÉPLICA
O superintendente de Recursos Hídricos do governo estadual, Júlio Rocha, rebate as críticas e afirma que os investimentos da União na revitalização ainda são poucos. Segundo ele, os comitês de bacia estão sendo criados e já existem R$2,75 milhões liberados para este fim. Também está sendo planejada a recuperação das matas ciliares e a revisão das plantas de bacia, bem como o monitoramento dos afluentes do São Francisco no estado, através do programa Monitora. Júlio Rocha informou que existem R$4 milhões num fundo estadual de recursos hídricos, criado por lei há quatro anos e jamais colocado em prática por falta de regulamentação. `A proposta de regulamentação já foi encaminhada à Casa Civil e até o próximo mês, estaremos concluindo as audiências públicas do plano plurianual participativo para definir os valores que serão destinados à revitalização no orçamento do ano que vem`.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Alan Rodrigues
25/05/07