Centro Integrado de Saúde Animal vai vai melhorar a vigilância sanitária no estado

11/01/2008
A partir do segundo semestre deste ano, as autoridades sanitárias da Bahia vão poder diagnosticar, com mais eficiência e brevidade, a doenças transmitidas por vírus, como tuberculose, brucelose e raiva, que afetam rebanhos bovino, caprino e ovino. As análises serão feitas pelo Centro Integrado de Saúde Animal (Cisa), que Escola de Medicina Veterinária da Ufba, implantará, em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), na fazenda do seu Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP), em Oliveira dos Campinhos (Santo Amaro).

Segundo o professor Joselito Nunes Costa, diretor do CDP, o Cisa deverá entrar em operação até o início de julho. O convênio com a Secti permitirá o fortalecimento das ações sanitárias e, consequentemente, garantindo a melhoria do padrão de qualidade das carnes bovina, ovina e caprina, comercializadas nos mercados interno e externo.

O projeto prevê, inicialmente, a implantação do Setor de Isolamento Animal, beneficiando também os programas de pós-graduação da Escola de Medicina Veterinária e de outras instituições de ensino e pesquisa, formando pesquisadores (mestres e doutores) capacitados a contribuir para ações de proteção à saúde humana e animal, visando o desenvolvimento sustentável da produção animal na Bahia.

O Cisa vai potencializar as ações de vigilância sanitária e as técnicas de diagnósticos do rebanho baiano. ‘`Com a aquisição de equipamentos modernos, teremos condições de diagnosticar mais rapidamente as enfermidades que afetam os rebanhos e influenciar na qualidade dos produtos desse importante segmento da pecuária`, garante Nunes Costa, que coordena o projeto de implantação do centro.

O empreendimento integra o Programa de Fortalecimento da Base Científica, da Superintendência de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Secti e o Cisa poderá atuar em parcerias com os órgãos de defesa agropecuária, a nível municipal, estadual e federal, zelando pela sanidade como um dos principais itens da qualidade dos produtos de origem animal da Bahia.

`Com as tecnologias geradas pelo cenbtro, poderemos ampliar a comercialização da carne dos rebanhos do estado, oferecendo mais credibilidade ao mercado, rigor na fiscalização das condições sanitárias e segurança ao consumidor`, afirma o secretário estadual de C&T, Ildes Ferreira.

Rebanho novo O Brasil conta, atualmente, com o maior rebanho bovino comercial do mundo, com aproximadamente 200 milhões de cabeças, sendo também o maior exportador mundial do produto. A Bahia, no entanto, apesar de ser zona livre da aftosa, com vacinação e rebanho bovino superior a 10 milhões de cabeças, ainda não exporta. Para o êxito das exportações, é necessário que a sanidade animal do rebanho esteja, cada vez mais, adequada ao padrão sanitário pelo comércio exterior.

Na Bahia, o Cisa vai gerar conhecimento científico para garantir a sanidade animal do rebanho ovino baiano - em torno de três milhões de cabeças - e do rebanho caprino - quatro milhões. Ambos constituem fontes geradoras de trabalho e renda para a população do semi-árido baiano.

11/01/08 Fonte:Agecom