LUCRO DA PETROBRAS RECUA 17%

04/03/2008
O prejuízo de R$ 449 milhões com as operações de usinas termelétricas ajudou a derrubar o lucro líquido da Petrobras no ano passado, que ficou em R$ 21,5 bilhões. O resultado, 17% inferior aos R$ 25,9 bilhões de 2006, foi afetado de forma significativa pela desvalorização de 17% do dólar frente ao real e pela repactuação do Plano Petros, caixa de funcionários da empresa. Apesar das más notícias, o diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, fez questão de anunciar que em 2007, a estatal alcançou a condição de terceira maior petroleira do mundo de capital aberto, atrás da americana Exxon e da anglo-holandesa Shell.

Sobre a queda no lucro, Barbassa disse que o impacto das operações do setor elétrico ocorreram não só devido à multa imposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de R$ 85 milhões, como também pelo pagamento de encargos pelo não-cumprimento de contratos de fornecimento de gás natural para termelétricas. Os encargos, que funcionam como uma espécie de multa, demandaram um desembolso de R$ 309 milhões no ano passado. O item que mais pesou para o resultado negativo, no entanto, foi a desvalorização do dólar, que teve impacto de R$ 3,9 bilhões. Embora o câmbio também tenha afetado o resultado de 2006, a contínua apreciação do real aumentou o impacto em R$ 2,6 bilhões em 2007 frente ao ano anterior.`Como aumentamos nossa presença no exterior, o câmbio teve impacto muito maior para o resultado da companhia no ano passado do que em outros anos`, disse Barbassa, ao tentar minimizar o resultado da estatal. Os investimentos da empresa, em 2007, foram 34% maiores do que no ano anterior.

Ontem, o Conselho da Petrobras aprovou a substituição do diretor da área internacional da estatal, Nestor Cerveró, pelo engenheiro elétrico Jorge Luiz Zelada.

Repórter: Ricardo Rego Monteiro

Fonte: Gazeta Mercanti

Em 4/3/2008.