17/07/2007
As exportações baianas de produtos de alta e média-alta tecnologia fecharam o ano passado com alta de 28,3% ante 2004. O desempenho foi captado pelo Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo) e divulgado nos últimos dias. As vendas externas de produtos com maior valor agregado, a partir da matriz industrial do Estado, alcançaram cerca de US$ 1,98 bilhão no período.
Apesar da expansão, o setor sofre com a valorização do real ante o dólar, tendo em vista que, até pela natureza dos produtos, há pouca margem para corte de custos, o que prejudica a competitividade dos exportadores baianos, mesmo mal que acomete a todos os setores que fazem vendas externas no País. O levantamento do Promo mostra que a valorização do câmbio deprimiu o desempenho do setor de alta e média-alta tecnologia, empurrando a participação dos setores na pauta de exportações do Estado para o patamar de 2000, quando a participação nas vendas externas de produtos de maior valor agregado era de 29,29%, índice que se repetiu no ano passado, contra o pico de 34,9% registrado em 2004. O desempenho dos setores foi coletado bienalmente, pois o Promo apenas começou a acompanhar mais de perto as exportações de produtos de maior valor agregado nos últimos anos, tendo escolhido o intervalo de tempo para acompanhar o desempenho dos setores alvos da análise.
O gerente de Estudos e Informações do Promo, Arthur Souza Cruz, avalia que o desempenho dos produtos de alta e média-alta tecnologia é fruto direto do enobrecimento das vendas externas estaduais. `O perfil das exportações muda à medida que a indústria local vai ficando mais complexa, (...) o que ocorre depois que o parque básico está formado, e podemos ter bens finais produzidos no Estado`, observa Cruz.
O desempenho da tecnologia baiana pode ser aferido a partir das vendas externas de produtos de alta tecnologia, que avançaram 21,3% em 2006, ante 2004. Neste agregado, pesa a consolidação do Pólo de Informática de Ilhéus, que concentra as empresas do setor no Estado. Um dos destaques da pauta de exportação tecnológica baiana é a Waytec, com fábrica instalada em Ilhéus. Com apenas três anos de operações no mercado internacional, a empresa já obtém 10% do faturamento anual com a exportação de telas touch screen (sensíveis ao toque), usadas no varejo bancário e comercial.
O gerente industrial da Waytech, Luís Yoshida, observa que a unidade produz cerca de 90 mil telas touch screen ao ano. A meta é chegar a pelo menos 300 mil nos próximos dois anos. `Temos enfrentado a questão cambial com redução nos custos e melhorias no processo produtivo`, explica. Os principais mercados externos da empresa são os EUA e a Ásia. O desempenho do setor vai depender de investimento em mão-de-obra qualificada e em pesquisa tecnológica.
`Ciência e tecnologia, apoiadas em uma sólida base de educação, são vitais para atrair investimentos voltados para a exportação de bens com maior conteúdo tecnológico`, resume o superintendente do Promo, Ricardo Saback.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: LUIZ SOUZA
17/07/07
Apesar da expansão, o setor sofre com a valorização do real ante o dólar, tendo em vista que, até pela natureza dos produtos, há pouca margem para corte de custos, o que prejudica a competitividade dos exportadores baianos, mesmo mal que acomete a todos os setores que fazem vendas externas no País. O levantamento do Promo mostra que a valorização do câmbio deprimiu o desempenho do setor de alta e média-alta tecnologia, empurrando a participação dos setores na pauta de exportações do Estado para o patamar de 2000, quando a participação nas vendas externas de produtos de maior valor agregado era de 29,29%, índice que se repetiu no ano passado, contra o pico de 34,9% registrado em 2004. O desempenho dos setores foi coletado bienalmente, pois o Promo apenas começou a acompanhar mais de perto as exportações de produtos de maior valor agregado nos últimos anos, tendo escolhido o intervalo de tempo para acompanhar o desempenho dos setores alvos da análise.
O gerente de Estudos e Informações do Promo, Arthur Souza Cruz, avalia que o desempenho dos produtos de alta e média-alta tecnologia é fruto direto do enobrecimento das vendas externas estaduais. `O perfil das exportações muda à medida que a indústria local vai ficando mais complexa, (...) o que ocorre depois que o parque básico está formado, e podemos ter bens finais produzidos no Estado`, observa Cruz.
O desempenho da tecnologia baiana pode ser aferido a partir das vendas externas de produtos de alta tecnologia, que avançaram 21,3% em 2006, ante 2004. Neste agregado, pesa a consolidação do Pólo de Informática de Ilhéus, que concentra as empresas do setor no Estado. Um dos destaques da pauta de exportação tecnológica baiana é a Waytec, com fábrica instalada em Ilhéus. Com apenas três anos de operações no mercado internacional, a empresa já obtém 10% do faturamento anual com a exportação de telas touch screen (sensíveis ao toque), usadas no varejo bancário e comercial.
O gerente industrial da Waytech, Luís Yoshida, observa que a unidade produz cerca de 90 mil telas touch screen ao ano. A meta é chegar a pelo menos 300 mil nos próximos dois anos. `Temos enfrentado a questão cambial com redução nos custos e melhorias no processo produtivo`, explica. Os principais mercados externos da empresa são os EUA e a Ásia. O desempenho do setor vai depender de investimento em mão-de-obra qualificada e em pesquisa tecnológica.
`Ciência e tecnologia, apoiadas em uma sólida base de educação, são vitais para atrair investimentos voltados para a exportação de bens com maior conteúdo tecnológico`, resume o superintendente do Promo, Ricardo Saback.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: LUIZ SOUZA
17/07/07