Mortalidade materno-infantil é tema de seminário

01/11/2007
Representantes dos 22 municípios da área de abrangência da 7ª Diretoria Regional de Saúde (Dires) participaram esta semana do 1º Seminário de Implementação das Ações de Vigilância do Óbito Materno-infantil. O evento, no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciências, em Itabuna, contou com a presença de médicos, enfermeiros e estudantes.

A palestra de abertura foi ministrada pelo consultor do Ministério da Saúde e pesquisador do Instituto Materno-infantil de Pernambuco, Paulo Frias. Ele falou sobre as dificuldades encontradas na gestão do Sistema Único da Saúde (SUS), sobretudo nas ações de combate às causas da mortalidade materno-infantil.

Segundo o médico, apesar de ter grande abrangência, o SUS deixa falhas que são agravadas pela questão social. `Com tudo isso, não podemos abandonar o desenvolvimento de políticas públicas eficientes na gestão da saúde coletiva. É preciso dinamizar o SUS dentro da proposta da universalidade`, explicou.

Dentre as principais estratégias do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) nas ações de combate à mortalidade materno-infantil, estão efetivação de pactos municipais e estaduais, qualificação e humanização da atenção à saúde da mulher e da criança, acolhimento ao parto e garantia do direito ao acompanhamento.

Ações do Estado

A questão do índice de mortalidade materno-infantil preocupa as autoridades de saúde, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do país, onde as condições sociais da população agravam ainda mais a situação.

No sul da Bahia, os piores índices estão nos municípios de Coaraci, Camacã e Ibicaraí, quando se leva em conta o registro da morte neonatal. O levantamento é da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), que afirma que já vem implementando ações para reverter o quadro.

Fonte: Agecom

31/10/2007