Exportações baianas têm crescimento de 14,4%

13/11/2007
As exportações continuam com o ritmo acelerado na Bahia, atingindo o seu recorde histórico com US$683,7 milhões no mês de outubro, um incremento de 13,7% em relação ao mesmo mês de 2006 e de 14,4% sobre setembro último. De janeiro a outubro deste ano, o estado já exportou o equivalente a US$5,9 bilhões, apresentando um crescimento da ordem de 5,7% comparado com o mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados ontem pelo Promo _ Centro Internacional de Negócios da Bahia, e a expectativa do órgão é que a exportação baiana ultrapasse a marca dos US$7,2 bilhões até o final de 2007.

De acordo o gerente de Informações e Estudos do Promo, Arthur Souza Cruz, o desempenho favorável está relacionado com a alta dos preços internacionais, a demanda global aquecida e a conquista de novos mercados, que acompanham o ritmo nacional. `O aquecimento da demanda desse mercado vem compensando a queda do dólar`, garante.

Segundo ele, as exportações em outubro foram lideradas pelos produtos petroquímicos, representando cerca de 25% do total. Em segundo lugar, ficou o segmento metalúrgico, com 15%, e logo em seguida, petróleo e derivados, com 12% das vendas externas.

Dados do Promo revelam que, depois de quatro meses com variação negativa (de junho a setembro), o volume de produtos exportados pelo estado cresceu no mês de outubro 1,02% e as receitas evoluíram 13,7%. Para Cruz, a tendência é de que, por enquanto, fatores como o câmbio não apresentem mudanças significativas que venham a estimular um incremento maior na quantidade exportada. `O efeito da valorização do real nas exportações acaba sendo compensado pelo aumento dos preços de várias mercadorias no mercado internacional. Isso tem acontecido, principalmente, nos setores petroquímico de derivados de petróleo, metalúrgico, mineral, papel e celulose, soja, café, pneus e couros`, revela.

Importações - No acumulado deste ano, as importações na Bahia já superam todo o volume exportado em 2006, alcançando US$4,5 bilhões, o que também é novo recorde para o estado. Segundo Cruz, com a proximidade das festas de fim de ano e o dólar ainda barato, as importações devem continuar em ritmo acelerado. `Refletindo esses fatores, as importações de matérias-primas e bens intermediários foram 50% maiores e as importações de combustíveis e lubrificantes elevaram-se 25%`, declara ele. Automóveis, nafta, cacau, didrogeno, superfosfato, borracha natural, microprocessadores e óleos de palmiste foram os principais destaques.

Fonte: Jornal Correio da Bahia

Repórter: Graciela Alvarez

13/11/07