Para Lula, PAC não tem viés eleitoral

25/03/2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que fica `indignado` quando acusam o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de ser eleitoreiro. `É no mínimo uma coisa que me deixa indignado. O governo não está disputando eleição alguma. Não tem eleição para presidente e não tem eleição para governador`, reclamou em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente. `O programa é um programa que o governo federal anunciou com dois anos de antecedência e esse dinheiro agora está gerando aquilo que nós queríamos que ele gerasse: emprego e melhoria na vida das pessoas`, disse.

`Quando vamos a uma cidade, não quero saber se o prefeito é candidato à reeleição, se é do PFL, do PT ou do PSDB. Eu quero saber que tem uma obra importante a ser feita, sobretudo quando se trata de urbanização de favela e saneamento básico. E nós vamos continuar viajando o Brasil porque acho que é imprescindível que o povo tenha estes investimentos começando a produzir os efeitos agora.` Lula comentou que o governo não poderá fechar novos convênios a partir de junho, por conta da Lei Eleitoral. `Mas os convênios feitos antes de junho terão que ser executados, pois é absurdo imaginar que as prefeituras têm que parar.`

Lula disse que é importante lembrar que o PAC foi lançado em janeiro de 2007 e houve reuniões com governadores e prefeitos que tinham projetos estruturantes. `Foi uma coisa inédita. O que nós estávamos focando eram os problemas e necessidades da população`, argumentou.

`Fizemos contrato com todos os governadores e muitos prefeitos. Agora estamos viajando para dar início às obras. São R$ 40 bilhões que acordamos com os governos e queremos ver estes investimentos transformados em melhoria de vida, geração de emprego e de renda.`

Repórter: Milton F. da Rocha Filho

Fonte: O Estado de S. Paulo

25/3/2008.