Estado não negocia com intermediários

07/05/2007
`O governo da Bahia apóia todos os projetos de interesse do estado e está aberto às negociações com empresários sérios, que aqui queiram desenvolvê-los, obedecendo as leis e normas em vigor`, declarou o governador Jaques Wagner em rápido pronunciamento feito durante o `I Seminário de Oportunidades de Negócios Bahia - Portugal`, que se realizou neste final de semana no Hotel Vila Galé Marés, em Guarajuba.

Diante do secretário das Comunidades Portuguesas, ministro Antonio Braga, do embaixador de Portugal, Francisco Seixas da Costa, dos prefeitos Luiz Caetano (Camaçari), João Gualberto (Mata de São João) , João Henrique Carneiro (Salvador) e de empresários brasileiros e portugueses, o governador reafirmou promessas de investir na infra-estrutura e de facilitar ao máximo as negociações com quem queira aqui implantar empresas. `Procurem diretamente nossos secretários, como Rafael Amoedo (Indústria e Comércio) e Domingos Leonelli (Turismo), também presentes ao evento, sem precisar de intermediários, e as negociações avançarão`, enfatizou Wagner.

O governador respondia ao discurso do presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - Bahia (promotora do seminário), empresário Eduardo Salles, que sugeriu dentre outras coisas a criação de um `Guia para o Investidor`, a fim de evitar-se maiores delongas no encaminhamento e aprovação dos projetos - especialmente de empresas estrangeiras - em benefício da Bahia.

O programa de modernização da economia portuguesa já é uma grata realidade. Lá, ao contrário do que ocorre no Brasil, uma empresa pode estar legalmente constituída em 60 minutos. Foi o que informou o delegado do ICEP Portugal - Instituto das Empresas para os Mercados Externos , João Mota Pinto, um dos palestrantes do `I Seminário de Oportunidades de Negócios Bahia Portugal`, promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio, em Guarajuba. `Isso é um estímulo para empresários brasileiros que queiram entrar na Comunidade Européia através Portugal, para participar de uma economia forte e estável como prova a sua moeda, o Euro`, disse Mota Pinto.

No biênio 2004/2005, as importações brasileiras de produtos portugueses cresceram 88,7%, como conseqüência do fortalecimento da nossa economia e da renovação do parque industrial lusitano. E as perspectivas são de um aumento ainda maior deste comércio, em face da necessidade de crescimento da economia brasileira e da taxa cambial favorável.européia.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

07/05/07