03/06/2008
A venda dos produtos típicos do período junino ainda é tímida nas duas principais feiras livres de Salvador, a de São Joaquim e a das Sete Portas. Os comerciantes dos dois centros contam com a melhora do movimento a partir do dia 10 de junho, quando as pessoas devem ir até aos locais fazer compras para festas juninas nas escolas e nas empresas.
Por enquanto, o que se vê são consumidores nas bancas pesquisando os preços e conferindo a qualidade dos principais produtos consumidos nessa época: milho, aipim, amendoim, carimã e licores. `No inicio do mês de junho, é sempre mais devagar mesmo. Depois o negócio começa a esquentar`, comenta Manuel Maurício de Brito, que espera vender 70 mil milhos na semana do São João.
Alguns feirantes, contudo, consideram que o movimento deste ano está menor se comparado ao mesmo período do ano passado. Eles afirmam que ano passado, mesmo nos primeiros dias, as vendas não estavam tão fracas como nesta semana. O movimento ruim é atribuído à alta dos produtos da cesta básica, como o arroz, leite e feijão. O aumento desses gêneros de primeira necessidade interferiu na compra de outros produtos considerados menos essenciais, acreditam os feirantes.
Alguns comerciantes acrescentam que os clientes têm se assustado com os preços das mercadorias nas bancas. Os fornecedores têm vendido os produtos com o preço elevado, o que acaba sendo repassado, consequentemente, para o consumidor, justificam os vendedores. A empregada doméstica Francisca Araújo Santos, por exemplo, pagou a Antônio Oliveira, na Feira das Sete Portas, R$ 3,00 por quatro espigas de milho. Cada uma saiu por pouco mais de R$ 0,70.
Francisca reclamou do preço e o próprio vendedor considera a queixa relevante, mas argumenta que não pode comercializar o produto por um valor menor do que o praticado sob o risco de comprometer seu rendimento. `Não posso fazer por menos porque não há condições. Também preciso ganhar alguma coisa com meu trabalho`.
O feirante espera o barateamento dos produtos da cesta básica para alavancar as vendas nos próximos dias. Sua intenção é dobrar a saída de amendoim e milho com a aproximação dos festejos juninos. Outra que pretende aumentar as vendas em mais de 50% é Vilma de Jesus, que comercializa carimã, massa usada para fazer bolos e mingaus. Nesta manhã, Vilma amargava o fraco movimento. Até as dez horas, não havia vendido nenhum produto usado para os pratos típicos dos festejos juninos.
O militar Roberto Ramos, 57 anos, foi um dos poucos fregueses que fez compras sem pechinchar em São Joaquim. Morador do bairro do Uruguai, Ramos foi até a feira para comprar amendoim e levar para o filho, que está em Brasília. Depois da viagem, pretende voltar à feira para comprar outros alimentos que fazem parte dos pratos típicos do São João.
REPÓRTER: KLEYZER SEIXAS
FONTE: A TARDE
EM 3/06/2008.
Por enquanto, o que se vê são consumidores nas bancas pesquisando os preços e conferindo a qualidade dos principais produtos consumidos nessa época: milho, aipim, amendoim, carimã e licores. `No inicio do mês de junho, é sempre mais devagar mesmo. Depois o negócio começa a esquentar`, comenta Manuel Maurício de Brito, que espera vender 70 mil milhos na semana do São João.
Alguns feirantes, contudo, consideram que o movimento deste ano está menor se comparado ao mesmo período do ano passado. Eles afirmam que ano passado, mesmo nos primeiros dias, as vendas não estavam tão fracas como nesta semana. O movimento ruim é atribuído à alta dos produtos da cesta básica, como o arroz, leite e feijão. O aumento desses gêneros de primeira necessidade interferiu na compra de outros produtos considerados menos essenciais, acreditam os feirantes.
Alguns comerciantes acrescentam que os clientes têm se assustado com os preços das mercadorias nas bancas. Os fornecedores têm vendido os produtos com o preço elevado, o que acaba sendo repassado, consequentemente, para o consumidor, justificam os vendedores. A empregada doméstica Francisca Araújo Santos, por exemplo, pagou a Antônio Oliveira, na Feira das Sete Portas, R$ 3,00 por quatro espigas de milho. Cada uma saiu por pouco mais de R$ 0,70.
Francisca reclamou do preço e o próprio vendedor considera a queixa relevante, mas argumenta que não pode comercializar o produto por um valor menor do que o praticado sob o risco de comprometer seu rendimento. `Não posso fazer por menos porque não há condições. Também preciso ganhar alguma coisa com meu trabalho`.
O feirante espera o barateamento dos produtos da cesta básica para alavancar as vendas nos próximos dias. Sua intenção é dobrar a saída de amendoim e milho com a aproximação dos festejos juninos. Outra que pretende aumentar as vendas em mais de 50% é Vilma de Jesus, que comercializa carimã, massa usada para fazer bolos e mingaus. Nesta manhã, Vilma amargava o fraco movimento. Até as dez horas, não havia vendido nenhum produto usado para os pratos típicos dos festejos juninos.
O militar Roberto Ramos, 57 anos, foi um dos poucos fregueses que fez compras sem pechinchar em São Joaquim. Morador do bairro do Uruguai, Ramos foi até a feira para comprar amendoim e levar para o filho, que está em Brasília. Depois da viagem, pretende voltar à feira para comprar outros alimentos que fazem parte dos pratos típicos do São João.
REPÓRTER: KLEYZER SEIXAS
FONTE: A TARDE
EM 3/06/2008.