Barril recua e fecha abaixo dos US$ 100 em Londres

11/09/2008
Na bolsa nova-iorquina (Nymex), o barril de petróleo WTI para entrega em outubro fechou em US$ 102,58, baixa de US$ 0,68 em comparação aos preços do fechamento de terça-feira.

A sessão foi muito volátil e foi marcada pelo retorno do Brent, cotado em Londres, abaixo do patamar dos US$ 100, pelo segundo dia consecutivo. O barril fechou a bolsa londrina cotado a US$ 98,97 por barril, com desvalorização de US$ 1,37 em comparação ao fechamento do dia anterior.

`Os investidores abandonam o mercado petrolífero a um ritmo acelerado`, constatou Antoine Halff, do Newedge Group.

Os operadores tomam nota da queda da demanda anunciada pelo departamento de Energia norte-americano em seu relatório semanal. Nas quatro últimas semanas, os norte-americanos consumiram uma média de 20,1 milhões de barris diários em produtos petrolíferos, baixa de 3,8% em relação a um ano atrás. O consumo de gasolina, principalmente, caiu 2,1%. Constatação igual à realizada pela Agência Internacional de Energia (AIE), que reduziu sua previsão de demanda mundial de petróleo para 2008 e 2009. Contudo, os estoques de petróleo, gasolina e produtos destilados baixaram na semana passada nos Estados Unidos, em geral um sinal de que o mercado não está suficientemente abastecido. `Uma razão para o petróleo estar caindo frente a dados aparentemente de suporte com a queda de 5,9 milhões de barris nas reservas (de todo o país) é o fato de os estoques terem na verdade aumentado em 1,8 milhão de barris na região da costa do golfo`, afirmou Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch & Associates.

Corte de oferta

Por outro lado, a Opep decidiu eliminar seu `enorme` excesso de produção para evitar `uma queda brutal dos preços`, explicou ontem o secretário geral do cartel, Abdalá el Badri. A Opep anunciou que manterá a cota implementada há um ano, de 28,8 milhões de barris diário, e que aqueles país que produzem acima de suas cotas devem cortar este excesso.

Ameaça de furacão

O mercado também foi influenciado pela passagem do furacão Gustav pelo golfo do México e o sul dos Estados Unidos, que provocou a interrupção total da produção na região 91,3 milhões de barris) e privou o País de mais de 10% da sua capacidade de refino durante vários dias. O furacão Ike, que deve chegar ao território norte-americano no sábado, não deve atingir a maior parte das instalações marítimas de produção de petróleo e de gás no Golfo do México.