30/10/2008
O Banco Central já fez atuações no mercado de câmbio no valor de US$ 32,8 bilhões entre os dias 19 de setembro e 28 de outubro para segurar a disparada do dólar.
Segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles, o órgão já vendeu US$ 4,6 bilhões em dólares das reservas internacionais, que hoje somam US$ 203 bilhões. Também foram `emprestados` US$ 5 bilhões em leilões de dólares de linhas externas e outro US$ 1,6 bilhão no leilão de moeda direcionado ao comércio exterior.
Meirelles também listou mais US$ 20,1 bilhões em contratos de swap cambial, instrumento que fornece proteção contra a alta do dólar e ajuda a segurar a cotação da moeda. Por fim, o BC tirou do mercado contratos de swap cambial reverso (instrumento que pressiona a alta da moeda) no valor de US$ 1,5 bilhão, que venceram e não foram renovados.
Em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, o presidente do BC destacou o acordo fechado ontem com o Federal Reserve (BC dos EUA), que pode engordar as reservas em até US$ 30 bilhões.
`As reservas estão em US$ 203,1 bilhões. Isso antes do acordo com o Fed que pode nos permitir aumentar ainda mais o valor dessas reservas`, afirmou.
Na semana passada, Meirelles informou que o BC possui hoje US$ 152,8 bilhões das reservas internacionais aplicadas em títulos do governo dos EUA, cerca de 75% das reservas totais.
Outros US$ 24,7 bilhões estão aplicados em entidades supranacionais, sendo a principal delas do BIS (o banco central dos bancos centrais). Há ainda US$ 9,3 bilhões em agências governamentais, entre elas o KFW (banco alemão de investimento).
Meirelles afirmou que as aplicações das reservas acompanham o perfil da dívida do Brasil. Por isso, a maior parte está aplicada em dólares.
Há ainda US$ 16 bilhões aplicados em euros, a maior parte em títulos dos governos europeus (US$ 13,6 bilhões), US$ 894 milhões em ouro. O restante é utilizado em aplicações de overnight (por um dia), para dar liquidez às reservas.
Repórter: EDUARDO CUCOLO
Fonte: Folha de S. Paulo
Em 30/10/2008.
Segundo o presidente do BC, Henrique Meirelles, o órgão já vendeu US$ 4,6 bilhões em dólares das reservas internacionais, que hoje somam US$ 203 bilhões. Também foram `emprestados` US$ 5 bilhões em leilões de dólares de linhas externas e outro US$ 1,6 bilhão no leilão de moeda direcionado ao comércio exterior.
Meirelles também listou mais US$ 20,1 bilhões em contratos de swap cambial, instrumento que fornece proteção contra a alta do dólar e ajuda a segurar a cotação da moeda. Por fim, o BC tirou do mercado contratos de swap cambial reverso (instrumento que pressiona a alta da moeda) no valor de US$ 1,5 bilhão, que venceram e não foram renovados.
Em audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, o presidente do BC destacou o acordo fechado ontem com o Federal Reserve (BC dos EUA), que pode engordar as reservas em até US$ 30 bilhões.
`As reservas estão em US$ 203,1 bilhões. Isso antes do acordo com o Fed que pode nos permitir aumentar ainda mais o valor dessas reservas`, afirmou.
Na semana passada, Meirelles informou que o BC possui hoje US$ 152,8 bilhões das reservas internacionais aplicadas em títulos do governo dos EUA, cerca de 75% das reservas totais.
Outros US$ 24,7 bilhões estão aplicados em entidades supranacionais, sendo a principal delas do BIS (o banco central dos bancos centrais). Há ainda US$ 9,3 bilhões em agências governamentais, entre elas o KFW (banco alemão de investimento).
Meirelles afirmou que as aplicações das reservas acompanham o perfil da dívida do Brasil. Por isso, a maior parte está aplicada em dólares.
Há ainda US$ 16 bilhões aplicados em euros, a maior parte em títulos dos governos europeus (US$ 13,6 bilhões), US$ 894 milhões em ouro. O restante é utilizado em aplicações de overnight (por um dia), para dar liquidez às reservas.
Repórter: EDUARDO CUCOLO
Fonte: Folha de S. Paulo
Em 30/10/2008.