13/03/2009
O aumento da população, as mudanças climáticas, a irrigação irresponsável e o desperdício crônico ameaçam o abastecimento mundial de água doce, assinalou ontem o terceiro relatório sobre o Desenvolvimento da Água no Mundo, compilado por 24 agências da ONU.
Este importante documento de 348 páginas mostra um panorama sombrio, principalmente nos países em vias de desenvolvimento, e descreve uma situação preocupante para as futuras gerações. A água faz parte de uma complexa rede de fatores que determinam a prosperidade e a estabilidade de um povo, explica o estudo. A falta de acesso à água aumenta a pobreza e as privações e é uma causa potencial de distúrbios e conflitos, adverte o relatório.
`A água está vinculada às crises da mudança climática, ao abastecimento, aos preços da energia e dos alimentos, e à perturbação dos mercados financeiros`, acrescenta o texto.
O relatório assinala dois fatores que diminuem a quantidade de água doce. Um é o impacto humano. Em 2000 havia 6 bilhões de seres humanos, uma população que já aumentou para 6,5 bilhões e poderá alcançar os 9 bilhões em 2050. O crescimento da população, especialmente nas cidades dos países pobres, provoca uma enorme demanda de água. Cada gota dos rios nos países sedentos é consumida e os governos extraem a chamada água fóssil.
As mudanças climáticas, desencadeadas pelo aquecimento mundial provocado pelo ser humano, vão alterar o modelo das chuvas e reduzir a quantidade de neve derretida, segundo os cientistas.
O primeiro relatório sobre a água foi publicado em 2003 e é atualizado a cada três anos. Este último, intitulado `Água em um mundo mutável`, é publicado antes do quinto Foro Mundial da Água, que será realizado em Istambul de 16 a 22 de março.
Ainda de acordo com o documento da ONU, serão necessários entre US$ 92,4 bilhões e US$ 148 bilhões anuais em investimentos para construir e manter sistemas de abastecimento de água, irrigação e serviços sanitários. O relatório diz também que a conservação e a utilização da água já usada, incluindo as águas residuais, é a chave do futuro.
Fonte: Valor Econômico
Em 13/03/2008.
Este importante documento de 348 páginas mostra um panorama sombrio, principalmente nos países em vias de desenvolvimento, e descreve uma situação preocupante para as futuras gerações. A água faz parte de uma complexa rede de fatores que determinam a prosperidade e a estabilidade de um povo, explica o estudo. A falta de acesso à água aumenta a pobreza e as privações e é uma causa potencial de distúrbios e conflitos, adverte o relatório.
`A água está vinculada às crises da mudança climática, ao abastecimento, aos preços da energia e dos alimentos, e à perturbação dos mercados financeiros`, acrescenta o texto.
O relatório assinala dois fatores que diminuem a quantidade de água doce. Um é o impacto humano. Em 2000 havia 6 bilhões de seres humanos, uma população que já aumentou para 6,5 bilhões e poderá alcançar os 9 bilhões em 2050. O crescimento da população, especialmente nas cidades dos países pobres, provoca uma enorme demanda de água. Cada gota dos rios nos países sedentos é consumida e os governos extraem a chamada água fóssil.
As mudanças climáticas, desencadeadas pelo aquecimento mundial provocado pelo ser humano, vão alterar o modelo das chuvas e reduzir a quantidade de neve derretida, segundo os cientistas.
O primeiro relatório sobre a água foi publicado em 2003 e é atualizado a cada três anos. Este último, intitulado `Água em um mundo mutável`, é publicado antes do quinto Foro Mundial da Água, que será realizado em Istambul de 16 a 22 de março.
Ainda de acordo com o documento da ONU, serão necessários entre US$ 92,4 bilhões e US$ 148 bilhões anuais em investimentos para construir e manter sistemas de abastecimento de água, irrigação e serviços sanitários. O relatório diz também que a conservação e a utilização da água já usada, incluindo as águas residuais, é a chave do futuro.
Fonte: Valor Econômico
Em 13/03/2008.