A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 6,8 bilhões

14/08/2007
Apesar da recuperação no segundo trimestre, na comparação com os primeiros três meses, o desempenho foi insuficiente para impedir a queda de 20% na comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2006. Nos seis primeiros meses do ano, a Petrobras teve lucro de R$ 10,3 bilhões, abaixo dos R$ 13,6 bilhões registrados no primeiro semestre de 2006.

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, atribuiu o desempenho inferior, no semestre, a fatores como a repactuação do Plano Petros, no início do ano, e a queda nos preços do petróleo no mercado internacional, também nos primeiros meses de 2007. Barbassa justificou as perdas como resultado da desvalorização de 11% do dólar desde o fim do primeiro semestre de 2006. Só no segundo trimestre de 2007, a moeda americana recuou 6%, revelou Barbassa, que calcula uma perda superior a R$ 1 bilhão, entre abril e junho últimos.

Entre o primeiro trimestre deste ano e o segundo, a receita líquida da estatal aumentou 7,5%, ao passar de R$ 38,9 bilhões para R$ 41,7 bilhões. Na comparação semestral, a alta chegou a 9,3%, ao passar de R$ 73,8 bilhões para R$ 80,7 bilhões. A Petrobras teve, tanto no segundo trimestre quanto no primeiro semestre do ano, uma alta das despesas de vendas, respectivamente de 2% e 6%. Entre o primeiro trimestre deste ano e o segundo, as despesas aumentaram de R$ 1,41 bilhão para R$ 1,5 bilhão. No semestre, saltaram de R$ 2,7 bilhões para R$ 2,85 bilhões.

Apesar do setor de exploração e produção concentrar 46% de todos os investimentos da Petrobras, entre abril e junho deste ano o segmento deu muita dor de cabeça para a companhia brasileira. No primeiro semestre de 2007, a empresa registrou uma alta de 52% dos custos exploratórios. Barbassa justificou o fenômeno como resultado justamente dos pesados investimentos na construção de plataformas, que ainda só vão operar a plena capacidade ao longo deste segundo semestre.

A expectativa é de que os custos exploratórios voltem a cair, entre este mês e dezembro, com a operação a pleno vapor de plataformas como P-34, no campo de Jubarte (RJ) e FPSO Cidade do Rio de Janeiro, no campo de Espadarte, que começaram a operar apenas em dezembro de 2006 e janeiro deste ano. Juntamente com as plataformas que entraram ao longo de 2006, essas unidades deveriam acrescentar 400 mil novos barris/dia de capacidade à produção da estatal. O problema, como mesmo admitiu o executivo da estatal, é que só foram produzidos 230 mil barris/dia por essas plataformas.

Fonte: Jornal Gazeta Mercantil Ricardo Rego Monteiro Em 14/08/2007.