Indústria baiana cresce 0,3%

08/08/2007
A produção industrial baiana cresceu 2,8% em junho passado, em relação a junho de 2006. O balanço do mês fez o acumulado do ano (janeiro a junho) alcançar 0,3% de acréscimo, e o acumulado dos últimos 12 meses, 0,5%. Nacionalmente, a pesquisa, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostra que a produção industrial avançou em todas as 14 regiões brasileiras no primeiro semestre.

Nos primeiros seis meses do ano, a indústria apurou crescimento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na Bahia, onde a pesquisa é divulgada em parceria com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), autarquia da Secretaria de Planejamento do Estado, o setor de alimentos e bebidas (7,7%) foi o que mais cresceu no mês, seguido de refino de petróleo e produção de álcool (4,2%) e metalurgia básica (4,6%). Por outro lado, dois segmentos da indústria de transformação tiveram queda: produtos químicos (-0,9%) e veículos automotores (-4,2%).

No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa indica que está mantida a trajetória de desaceleração iniciada em dezembro de 2006. O indicador acumulado é útil para revelar tendência, pois reúne informações por um longo período, analisa a SEI. Neste caso, a taxa vem caindo progressivamente de 3,2% (dezembro de 2006) para 0,3% (maio 2007), com leve aumento em junho (0,5%).

NACIONAL - Quatro das 14 regiões pesquisadas registraram crescimento acima da média: Rio Grande do Sul (8,5%), Minas Gerais (7,9%); Paraná (7%); e Pernambuco (6,4%). São Paulo, que detém o maior parque industrial do País, teve expansão de 4,1%.

Segundo o IBGE, o padrão de crescimento da indústria brasileira se sustenta em setores produtores de bens de capital, sobretudo associados à recuperação do setor agrícola, e bens de consumo duráveis, como a fabricação de automóveis, além da continuidade da produção de commodities.

De maio para junho, a produção industrial subiu em sete de 14 regiões; nessa comparação, São Paulo registrou a quinta taxa positiva, expansão de 6,7%. A maior perda ficou com o Estado de Goiás, um recuo de 5,1%.

Fonte: Jornal A Tarde

08/08/07