Exportação baiana acumula alta de 7,5% no ano

08/08/2007
As exportações baianas atingiram a cifra de US$3,96 bilhões nos primeiros sete meses de 2007, apresentando crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram pouco mais de US$3 bilhões, o que resultou em um saldo positivo de US$957 milhões na balança comercial. O estado teve participação de 55% em todas as vendas externas do Nordeste, segundo os dados divulgados ontem pelo Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo).

Em julho, especificamente, a balança comercial do estado registrou superávit de apenas US$35 milhões, com exportações de US$580 milhões e importações de US$545 milhões. As vendas foram 14,09% mais baixas do que o mesmo mês do ano passado, enquanto as compras tiveram aumento de 31,8%. Segundo o gerente de estudos do Promo, Arthur Souza Cruz, a queda nas exportações ocorreu porque a base de comparação está superestimada, já que em julho de 2006 houve um acúmulo de embarques, após o encerramento da greve dos fiscais da Receita Federal.

No acumulado do ano, destaca-se o crescimento de 18,7% nas importações, percentual também bem acima do incremento registrado nas vendas externas. A desvalorização do dólar e o aumento da atividade produtiva, que resulta na aquisição de bens de capital, estão entre os principais motivos desta elevação. `Há ainda a redução das exportações por parte de alguns segmentos, motivada por um aumento da demanda interna, como é o caso dos veículos`, afirmou Cruz. As vendas da Ford para outros países, por exemplo, caíram 14,3% no acumulado de janeiro a julho. Mas o setor automobilístico, em geral, tem registrado recordes sucessivos nas vendas internas. `Isto é bom para o estado por conta do incremento tributário, mas, por outro lado, é ruim, pois as exportações contribuem diretamente para a geração de emprego e para o crescimento do PIB`, lembrou o gerente.

Mesmo com a redução no saldo da balança comercial, os números ainda são considerados positivos, e isto ocorre, segundo Arthur Souza Cruz, principalmente em função dos preços das commodities, em alta no mercado internacional.

Setores - Os setores que mais contribuíram para o desempenho positivo do comércio exterior baiano foram o petroquímico, com vendas de US$899,7 milhões e incremento de 19,5%; o metalúrgico, com US$613,8 milhões e alta de 11,5%; o de papel e celulose, com US$466,5 milhões e elevação de 22%; o de soja e derivados, que somou US$216,9 milhões e elevação de 70%; e o de pneus, com vendas de US$110 milhões e incremento de nada menos que 263%.

A Caraíba Metais continua na liderança, tanto em exportação quanto em importação, entre as empresas baianas, tendo sido responsável por 14,6% das vendas e 23,4% das compras externas. E foi exatamente a compra de sulfetos de cobre pela companhia metalúrgica que colocou o Chile como principal país fornecedor do estado (21,93%), seguido da Argentina (13,8%) e Estados Unidos (8%). Já os americanos foram os principais consumidores dos produtos baianos (20,9%), seguidos dos argentinos (11,8%) e dos holandeses (9,3%).

Fonte: Jornal Correio da Bahia

Repórter: Pedro Carvalho

08/08/07