Crédito, capacitação e assistência técnica vão revitalizar o algodão no sudoeste

10/08/2007
Ao encerrar ontem (9/8) o seminário Desafio da Cadeia Produtiva do Algodão, em Guanambi, o superintendente de Agropecuária da Secretaria da Agricultura (Seagri), Wilton Cunha, afirmou que o evento reuniu as principais idéias para repor na região as áreas produtivas de algodão da Bahia. `Vamos distribuir essas idéias por instituições e empresas identificadas com cada ação e tomar decisões definitivas para que as ações sejam executadas`, disse.

Cunha explicou que serão montadas uma coordenação executiva em Guanambi e uma coordenação estratégica em Salvador, envolvendo órgãos como Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), universidades, Instituto Itagro, Sebrae, bancos e agentes financeiros para supervisionar as diretrizes definidas no seminário.

`Na área de assistência técnica, envolveremos a EBDA e o setor privado, enquanto na capacitação e treinamento, além da EBDA, contaremos com a parceria do Sebrae para executar as ações. Teremos ainda um deslocamento imediato, se for necessário, de uma patrulha mecânica para trabalhar a subsolagem da região`, disse o superintendente.

Redução de juros

Outra medida, ainda em nível governamental, segundo Cunha, será a discussão sobre as formas de alinhamento e prolongamento das dívidas dos agricultores da região junto aos agentes financeiros, bem como a disponibilização de novos créditos para a revitalização da cultura.

`O Banco do Nordeste é parceiro do projeto de revitalização da cultura do algodão e vai disponibilizar linhas de crédito da Poupança Rural para atender aos agricultores familiares que estão aptos a receber o crédito`, explicou o gerente do banco em Guanambi, Deilson Rocha, que chama atenção para o grande número de agricultores inadimplentes na região.

`Isso ainda é decorrência de financiamentos passados, de custeio de algodão da safra de 1996 a 1998. Mas, hoje, devido à Lei 11.322, os agricultores podem regularizar a dívida, obter descontos com a redução das taxas de juros e continuar trabalhando com o banco`, afirmou Rocha.

O agricultor familiar Germínio Filho, do município de Pindaí, se mostrou entusiasmado com as ações discutidas no seminário. `Acredito que essas propostas, principalmente as de testes de variedades resistentes a pragas e a disponibilização de novos créditos, podem fortalecer a cadeia produtiva e nos estimular a voltar a produzir algodão na região`, disse.

Fonte: Agecom

Em 9/08/2007.