17/07/2008
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) destacou o impacto positivo do etanol brasileiro para o meio ambiente porque esse combustível reduz em pelo menos 80% as emissões poluentes, lembrando que, nos EUA e na Europa, a eficácia dos biocombustíveis é muito menor.
`O etanol da cana-de-açúcar, a principal matéria-prima usada no Brasil, reduz os gases causadores do efeito estufa em pelo menos 80% em relação aos combustíveis fósseis`, indicou a OCDE, que reúne 30 países industrializados responsáveis por mais da metade de toda a riqueza do mundo, num relatório divulgado ontem. `Mas a redução das emissões é muito menor quando os biocombustíveis são produzidos a partir das matérias-primas usadas na Europa e na América do Norte`.
Os Estados Unidos, que fazem etanol à base de milho, é o primeiro produtor, com 48% do total mundial em 2007. O Brasil aparece logo atrás com 31% da produção mundial de etanol da cana-de-açúcar. A União Européia representa 60% da produção mundial de biodiesel, extraído de óleos vegetais.
As políticas governamentais de apoio aos biocombustíveis nos países da OCDE, sobretudo os altos subsídios, são custosos e ineficientes em termos de proteção do meio ambiente, concluiu o relatório: `Estas políticas de apoio aos combustíveis, muito caras, têm um impacto limitado sobre a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa (GES) e sobre a melhoria da segurança energética. Em contrapartida, têm um impacto significativo sobre os preços mundiais dos produtos alimentares`.
Os biocombustíveis produzidos a base de trigo, beterraba ou óleos vegetais raramente reduzem as emissões em mais de 60%, enquanto a redução das emissões do etanol de milho é geralmente inferior a 30%, indicou a OCDE.
`A continuação das políticas atuais de apoio aos biocombustíveis reduziriam as emissões de gases do efeito estufa derivadas do transporte em não mais de 0,8% para 2015`, acrescentou o documento.
Os subsídios aos biocombustíveis nos Estados Unidos, Canadá, e na União Européia aumentaram para US$ 11 bilhões em 2006 e devem chegar a US$ 25 bilhões por ano para 2015, destacou a OCDE. Estes subsídios estão reforçados por elevados impostos à importação.
O informe recomenda que os governos da OCDE concentrem suas políticas na redução do consumo de energia, sobretudo no setor de transportes, e abram os mercados aos biocombustíveis e suas matérias-primas para melhorar sua eficácia e reduzir os custos.
O impacto das atuais políticas de biocombustíveis sobre os preços dos alimentos é `significativo, mas não deve ser superestimado`, indicou a OCDE.
O relatório calcula que as atuais medidas de apoio aos biocombustíveis aumentarão os preços do trigo em 5%, do milho em 7% e do óleo vegetal em 19% nos próximos dez anos.
Crise alimentar
Outro relatório recente, do Banco Mundial, indicou que a exploração do cultivo de produtos agrícolas destinados à produção de biocombustíveis é responsável em 75% pelo aumento dos preços dos alimentos.
Fonte: Jornal do Brasil
17/7/2008.
`O etanol da cana-de-açúcar, a principal matéria-prima usada no Brasil, reduz os gases causadores do efeito estufa em pelo menos 80% em relação aos combustíveis fósseis`, indicou a OCDE, que reúne 30 países industrializados responsáveis por mais da metade de toda a riqueza do mundo, num relatório divulgado ontem. `Mas a redução das emissões é muito menor quando os biocombustíveis são produzidos a partir das matérias-primas usadas na Europa e na América do Norte`.
Os Estados Unidos, que fazem etanol à base de milho, é o primeiro produtor, com 48% do total mundial em 2007. O Brasil aparece logo atrás com 31% da produção mundial de etanol da cana-de-açúcar. A União Européia representa 60% da produção mundial de biodiesel, extraído de óleos vegetais.
As políticas governamentais de apoio aos biocombustíveis nos países da OCDE, sobretudo os altos subsídios, são custosos e ineficientes em termos de proteção do meio ambiente, concluiu o relatório: `Estas políticas de apoio aos combustíveis, muito caras, têm um impacto limitado sobre a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa (GES) e sobre a melhoria da segurança energética. Em contrapartida, têm um impacto significativo sobre os preços mundiais dos produtos alimentares`.
Os biocombustíveis produzidos a base de trigo, beterraba ou óleos vegetais raramente reduzem as emissões em mais de 60%, enquanto a redução das emissões do etanol de milho é geralmente inferior a 30%, indicou a OCDE.
`A continuação das políticas atuais de apoio aos biocombustíveis reduziriam as emissões de gases do efeito estufa derivadas do transporte em não mais de 0,8% para 2015`, acrescentou o documento.
Os subsídios aos biocombustíveis nos Estados Unidos, Canadá, e na União Européia aumentaram para US$ 11 bilhões em 2006 e devem chegar a US$ 25 bilhões por ano para 2015, destacou a OCDE. Estes subsídios estão reforçados por elevados impostos à importação.
O informe recomenda que os governos da OCDE concentrem suas políticas na redução do consumo de energia, sobretudo no setor de transportes, e abram os mercados aos biocombustíveis e suas matérias-primas para melhorar sua eficácia e reduzir os custos.
O impacto das atuais políticas de biocombustíveis sobre os preços dos alimentos é `significativo, mas não deve ser superestimado`, indicou a OCDE.
O relatório calcula que as atuais medidas de apoio aos biocombustíveis aumentarão os preços do trigo em 5%, do milho em 7% e do óleo vegetal em 19% nos próximos dez anos.
Crise alimentar
Outro relatório recente, do Banco Mundial, indicou que a exploração do cultivo de produtos agrícolas destinados à produção de biocombustíveis é responsável em 75% pelo aumento dos preços dos alimentos.
Fonte: Jornal do Brasil
17/7/2008.