03/02/2009
Começa, nesta terça-feira (3), a temporada 2009 de reajustes tarifários para os consumidores cativos com a divulgação do índice autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do aumento que três distribuidoras do interior paulista, a Companhia Jaguari de Energia (CJE), a Companhia Luz e Força Mococa (CLFM) e Companhia Sul Paulista de Energia (CPFL Sul Paulista), devem repassar à conta. A tendência é de alta em função de reajustes na tarifa da hidroelétrica de Itaipu em decorrência da alta do dólar, da variação de cerca de 8% do IGP-M e do repasse do encargo sobre o sistema (ESS), resultado do despacho termoelétrico realizado em 2008.
Com isso, o mercado livre pode se tornar mais atrativo para grandes consumidores cujos contratos com as distribuidoras estejam para vencer, uma vez que a parte da ESS, que em 2008 atingiu o valor de R$ 2,2 bilhões, começa a chegar agora para o mercado regulado. Dentre esses possíveis consumidores, estão pequenas indústrias, shopping centers e condomínios.
Segundo o presidente da Comerc Comercializadora, Marcelo Parodi, há sobras de energia que estão sendo liquidadas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ao preço spot, além disso, os leilões de curto prazo que acontecem estão apresentando um ágio menor. Esse é o reflexo do excesso de oferta e menor nível de demanda por conta da retração do nível de atividade industrial e das incertezas no mercado, que levam empresas com energia contratada a não consumir sua parcela.
Essa retração da atividade industrial, que é a pior dos últimos dez anos, revelada na semana passada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), é o que preocupa o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Ricardo Lima. Segundo ele, essa sobra ocorre em função da redução na produção. `Já temos uma maior oferta no mercado livre, porém, não dá para saber até onde poderá ser interessante porque ainda é cedo para avaliar 2009`, explicou Lima.
Raimundo Batista, diretor da Enecel Energia, disse que o tempo de duração do contrato - que deveria ser anual, mas não é cumprido por algumas distribuidoras - e, contradizendo Lima e Parodi, a falta de energia no mercado livre são dois problemas para quem deseja deixar o mercado regulado. Segundo ele, a maioria das federais não trabalham com contratação a longo prazo, o que ajuda a manter o preço elevado.
Mix em alta
Em 2008, a média de aumento ficou abaixo de 4% (exceto na Região Norte, em função do alto custo com combustível para as usinas). Para este ano é consenso no mercado que o índice deva se situar entre 10% e 15%. O mix de contratação das distribuidoras é que determinará esse número. Segundo Parodi, se depender dos empreendimentos que entrarão em 2009 e 2010, essa conta será mais cara com as termoelétricas leiloadas. Apenas com Santo Antonio e Jirau é que a tendência poderá se reverter, um pouco.
Essa é a mesma opinião de Batista, que cobra mais agilidade na definição da decisão sobre as concessões. Para ele, o Brasil poderá ter um crescimento interessante ou proporcionar enriquecimento a poucos empresários.
Fonte: DCI
03.01.2009
Com isso, o mercado livre pode se tornar mais atrativo para grandes consumidores cujos contratos com as distribuidoras estejam para vencer, uma vez que a parte da ESS, que em 2008 atingiu o valor de R$ 2,2 bilhões, começa a chegar agora para o mercado regulado. Dentre esses possíveis consumidores, estão pequenas indústrias, shopping centers e condomínios.
Segundo o presidente da Comerc Comercializadora, Marcelo Parodi, há sobras de energia que estão sendo liquidadas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ao preço spot, além disso, os leilões de curto prazo que acontecem estão apresentando um ágio menor. Esse é o reflexo do excesso de oferta e menor nível de demanda por conta da retração do nível de atividade industrial e das incertezas no mercado, que levam empresas com energia contratada a não consumir sua parcela.
Essa retração da atividade industrial, que é a pior dos últimos dez anos, revelada na semana passada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), é o que preocupa o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Ricardo Lima. Segundo ele, essa sobra ocorre em função da redução na produção. `Já temos uma maior oferta no mercado livre, porém, não dá para saber até onde poderá ser interessante porque ainda é cedo para avaliar 2009`, explicou Lima.
Raimundo Batista, diretor da Enecel Energia, disse que o tempo de duração do contrato - que deveria ser anual, mas não é cumprido por algumas distribuidoras - e, contradizendo Lima e Parodi, a falta de energia no mercado livre são dois problemas para quem deseja deixar o mercado regulado. Segundo ele, a maioria das federais não trabalham com contratação a longo prazo, o que ajuda a manter o preço elevado.
Mix em alta
Em 2008, a média de aumento ficou abaixo de 4% (exceto na Região Norte, em função do alto custo com combustível para as usinas). Para este ano é consenso no mercado que o índice deva se situar entre 10% e 15%. O mix de contratação das distribuidoras é que determinará esse número. Segundo Parodi, se depender dos empreendimentos que entrarão em 2009 e 2010, essa conta será mais cara com as termoelétricas leiloadas. Apenas com Santo Antonio e Jirau é que a tendência poderá se reverter, um pouco.
Essa é a mesma opinião de Batista, que cobra mais agilidade na definição da decisão sobre as concessões. Para ele, o Brasil poderá ter um crescimento interessante ou proporcionar enriquecimento a poucos empresários.
Fonte: DCI
03.01.2009