03/04/2009
Para os analistas políticos, os comentários sobre Luiz Inácio Lula da Silva feitos pelo presidente americano, Barack Obama, são um sinal de que o Brasil está começando a ter alguma influência real entre as nações.
`Apareceram indicações, nos últimos meses, de que Lula se encontra acima de qualquer outro líder não só na América Latina como no mundo`, afirma Albert Fishlow, professor emérito da Universidade Columbia e da Universidade Berkeley.
E, na avaliação de especialistas, Obama pode estar certo quando aponta Lula como o presidente mais popular atualmente. Enquanto o brasileiro tinha um índice de aprovação de 76,2% em março, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus, o americano contava 61% ontem, segundo a medição diária do Gallup. O britânico Gordon Brown estava com 23% no fim do mês passado e o francês Nicolas Sarkozy tinha 49% em janeiro, segundo os dados mais recentes. O venezuelano Hugo Chávez estava com 61%, pelo Datanalisis. Moderação
`Os brasileiros geralmente não gostam de ouvir isso, porque acham que o presidente comete gafes e ficam com receio de que passe uma imagem ruim do país, mas quem observa de fora vê o Lula como um líder respeitado, simpático, moderado -em meio a tantos descontrolados entre seus vizinhos- e que está à frente de uma nação de enorme potencial econômico`, diz Thomas Trebat, diretor-executivo do Instituto para Estudos Brasileiros da Universidade Columbia, nos EUA. `Entretanto, o ganho de poder é um longo processo.
O país precisa levantar a voz e ser agressivo nas reivindicações.` Fishlow concorda: `No final deste ano, no começo do próximo, será o momento de o Brasil avançar nas negociações de Doha e em outras áreas nas quais tem interesse legítimo, como o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).` Não é fácil abraçar o papel de protagonista verdadeiro, ressalva o pesquisador. `É preciso assumir posições claras diante das questões e se comprometer.`
Autor(es): DENYSE GODOY
Folha de S. Paulo - 03/04/2009.
`Apareceram indicações, nos últimos meses, de que Lula se encontra acima de qualquer outro líder não só na América Latina como no mundo`, afirma Albert Fishlow, professor emérito da Universidade Columbia e da Universidade Berkeley.
E, na avaliação de especialistas, Obama pode estar certo quando aponta Lula como o presidente mais popular atualmente. Enquanto o brasileiro tinha um índice de aprovação de 76,2% em março, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus, o americano contava 61% ontem, segundo a medição diária do Gallup. O britânico Gordon Brown estava com 23% no fim do mês passado e o francês Nicolas Sarkozy tinha 49% em janeiro, segundo os dados mais recentes. O venezuelano Hugo Chávez estava com 61%, pelo Datanalisis. Moderação
`Os brasileiros geralmente não gostam de ouvir isso, porque acham que o presidente comete gafes e ficam com receio de que passe uma imagem ruim do país, mas quem observa de fora vê o Lula como um líder respeitado, simpático, moderado -em meio a tantos descontrolados entre seus vizinhos- e que está à frente de uma nação de enorme potencial econômico`, diz Thomas Trebat, diretor-executivo do Instituto para Estudos Brasileiros da Universidade Columbia, nos EUA. `Entretanto, o ganho de poder é um longo processo.
O país precisa levantar a voz e ser agressivo nas reivindicações.` Fishlow concorda: `No final deste ano, no começo do próximo, será o momento de o Brasil avançar nas negociações de Doha e em outras áreas nas quais tem interesse legítimo, como o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).` Não é fácil abraçar o papel de protagonista verdadeiro, ressalva o pesquisador. `É preciso assumir posições claras diante das questões e se comprometer.`
Autor(es): DENYSE GODOY
Folha de S. Paulo - 03/04/2009.