28/08/2009
A utilização de gás natural pelas residências na Bahia cresceu em oito vezes no número de contratos entre dezembro de 2007 e o mesmo mês do ano passado. Eram 3.286 domicílios com fornecimento de gás, passando para 26.661 em um período de um ano. Os dados são do balanço administrativo e social da Bahiagás, divulgado neste mês, quando a empresa completa 15 anos de existência.
O número de contratos residenciais já representa 98,8% do total, mas o volume de gás fornecido ainda é pouco, em torno de 1,15 mil m³ por dia. Somado com o consumo do setor comercial, de 28 mil m³ por dia, atingem 1% do volume fornecido.
A maior parte é consumida mesmo pela indústria: média de 2,4 milhões de m³ por dia no primeiro semestre deste ano, um valor que reflete ainda os efeitos da crise econômica global. No primeiro semestre de 2008, o índice era de 3,1 milhões de m³. O segundo maior consumo, em volume, é pelos automóveis, de 240 mil m³ por dia (8% do total).
O crescimento residencial faz parte de uma política de popularização do gás natural. `O combustível é usado no lugar do gás de cozinha e também serve como cogerador de energia elétrica, substituindo-a nos chuveiros, que é o aparelho mais caro`, explica Davidson Magalhães, diretor-presidente da Bahiagás.
Através de parcerias firmadas nas feiras imobiliárias realizadas no final do ano passado, as contratações residenciais se intensificaram e novos empreendimentos já virão preparados para receber o gás natural.
O combustível é distribuído por tubulações. São 538 km de dutos na Região Metropolitana de Salvador e municípios próximos, totalizando um alcance a 18 cidades baianas. Na capital, os bairros com acesso ao gás natural são: Pituba, Itaigara, Iguatemi, Imbuí, Rio Vermelho, Amaralina, Cidade Jardim e ainda as avenidas ACM, Ogunjá, Bonocô e Paralela.
Economia - O empresário Márcio Menezes tem um restaurante abastecido com gás natural, o Radish, no Salvador Shopping, e outro com o tradicional GLP, o Mister Sheik, no Shopping Barra. Segundo ele, os gastos com o gás natural são cerca de 50% menores.
`Na prática, o que todo mundo quer é economia. A diferença nas contas dos dois estabelecimentos é grande`, conta. Ele lamenta que a Barra ainda não tenha acesso ao gás natural, senão já teria trocado a forma de abastecimento.
Os defensores do GLP citam a existência de livre concorrência entre empresas vendedoras dos botijões, o que pode reduzir preços, enquanto o gás natural só tem um único fornecedor.
Coordenador do mestrado em indústria de energia da Unifacs, Luiz Pontes afirma que a massificação do gás natural demorou para chegar à Bahia. `No Rio de Janeiro, as residências já usam há muito tempo`, afirma.
Mesmo sendo um combustível esgotável, Pontes analisa que ele deve perdurar por muito tempo. `O Brasil ainda tem um potencial grande a ser explorado nessa área. O gás natural deve sobreviver pelo menos 50 anos após o esgotamento total das reservas de petróleo`, explica.
O gás natural representa 9% da matriz energética nacional. No Estado da Bahia, seu uso é de 14,5%, sendo que, especificamente na indústria, esse valor chega a 27%.
Interiorização - Outra frente de expansão da Bahiagás é no interior da Bahia, principalmente o sul. Com a construção do Gasene (Gasoduto Sudeste Nordeste) pela Petrobras, que vai interligar as duas regiões no fornecimento de gás natural, serão beneficiados mais 30 municípios baianos entre Santo Antônio de Jesus e Mucuri. `Vamos ter estações que receberão o gás da Petrobras e permitirão a distribuição pelas cidades. De início, a principal demanda deverá vir das indústrias`, diz Magalhães.
Como aderir:
Ligue para o número de telefone 08000 71 9111 ou mande e-mail para o endereço eletrônico da Bahiagás atendimento@bahiagas.com.br. A empresa vai verificar se o local está dentro da área de abrangência e agendará uma visita técnica.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: Lúcio Távora
Em 28/08/2009.
O número de contratos residenciais já representa 98,8% do total, mas o volume de gás fornecido ainda é pouco, em torno de 1,15 mil m³ por dia. Somado com o consumo do setor comercial, de 28 mil m³ por dia, atingem 1% do volume fornecido.
A maior parte é consumida mesmo pela indústria: média de 2,4 milhões de m³ por dia no primeiro semestre deste ano, um valor que reflete ainda os efeitos da crise econômica global. No primeiro semestre de 2008, o índice era de 3,1 milhões de m³. O segundo maior consumo, em volume, é pelos automóveis, de 240 mil m³ por dia (8% do total).
O crescimento residencial faz parte de uma política de popularização do gás natural. `O combustível é usado no lugar do gás de cozinha e também serve como cogerador de energia elétrica, substituindo-a nos chuveiros, que é o aparelho mais caro`, explica Davidson Magalhães, diretor-presidente da Bahiagás.
Através de parcerias firmadas nas feiras imobiliárias realizadas no final do ano passado, as contratações residenciais se intensificaram e novos empreendimentos já virão preparados para receber o gás natural.
O combustível é distribuído por tubulações. São 538 km de dutos na Região Metropolitana de Salvador e municípios próximos, totalizando um alcance a 18 cidades baianas. Na capital, os bairros com acesso ao gás natural são: Pituba, Itaigara, Iguatemi, Imbuí, Rio Vermelho, Amaralina, Cidade Jardim e ainda as avenidas ACM, Ogunjá, Bonocô e Paralela.
Economia - O empresário Márcio Menezes tem um restaurante abastecido com gás natural, o Radish, no Salvador Shopping, e outro com o tradicional GLP, o Mister Sheik, no Shopping Barra. Segundo ele, os gastos com o gás natural são cerca de 50% menores.
`Na prática, o que todo mundo quer é economia. A diferença nas contas dos dois estabelecimentos é grande`, conta. Ele lamenta que a Barra ainda não tenha acesso ao gás natural, senão já teria trocado a forma de abastecimento.
Os defensores do GLP citam a existência de livre concorrência entre empresas vendedoras dos botijões, o que pode reduzir preços, enquanto o gás natural só tem um único fornecedor.
Coordenador do mestrado em indústria de energia da Unifacs, Luiz Pontes afirma que a massificação do gás natural demorou para chegar à Bahia. `No Rio de Janeiro, as residências já usam há muito tempo`, afirma.
Mesmo sendo um combustível esgotável, Pontes analisa que ele deve perdurar por muito tempo. `O Brasil ainda tem um potencial grande a ser explorado nessa área. O gás natural deve sobreviver pelo menos 50 anos após o esgotamento total das reservas de petróleo`, explica.
O gás natural representa 9% da matriz energética nacional. No Estado da Bahia, seu uso é de 14,5%, sendo que, especificamente na indústria, esse valor chega a 27%.
Interiorização - Outra frente de expansão da Bahiagás é no interior da Bahia, principalmente o sul. Com a construção do Gasene (Gasoduto Sudeste Nordeste) pela Petrobras, que vai interligar as duas regiões no fornecimento de gás natural, serão beneficiados mais 30 municípios baianos entre Santo Antônio de Jesus e Mucuri. `Vamos ter estações que receberão o gás da Petrobras e permitirão a distribuição pelas cidades. De início, a principal demanda deverá vir das indústrias`, diz Magalhães.
Como aderir:
Ligue para o número de telefone 08000 71 9111 ou mande e-mail para o endereço eletrônico da Bahiagás atendimento@bahiagas.com.br. A empresa vai verificar se o local está dentro da área de abrangência e agendará uma visita técnica.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: Lúcio Távora
Em 28/08/2009.