Bahia quer atrair doutores para pesquisa

10/07/2007
Doutores de todo o país ligados às mais diversas áreas do conhecimento têm até 31 de agosto para enviar suas propostas para o edital do Programa de Fixação de Doutores no Estado da Bahia/Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (Prodoc/DCR), desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Estão sendo investidos cerca de R$ 4 milhões, destinados à concessão de bolsas para 22 doutores, auxílio-instalação, passagens aéreas e recursos para a realização das pesquisas desenvolvidas pelos doutores contemplados.

O Prodoc tem como finalidade promover a renovação do quadro de recursos humanos das instituições de pesquisa e empresas do estado, propiciando o fortalecimento dos grupos de pesquisa existentes, além de favorecer a criação de novas linhas e grupos de pesquisa de interesse local.

`Desta forma, o programa contribui para a consolidação de uma base científico-tecnológica capaz de incrementar setores e atividades considerados de importância estratégica para o desenvolvimento regional`, afirmou a diretora-geral da Fapesb, Dora Leal Rosa.

O Prodoc atua em duas frentes: a de regionalização, que é caracterizada pela atração de doutores de todo o país ou de baianos que tenham atuado por mais de um ano em outro estado, e a de interiorização, que visa atrair doutores, baianos ou não, para microrregiões da Bahia carentes de desenvolvimento científico-tecnológico.

`Essa atuação em duas vertentes tem como objetivo diminuir as desigualdades quanto ao desenvolvimento científico e tecnológico tanto da Bahia em relação a outras regiões do Brasil, quanto dentro do próprio estado`, explicou o diretor científico da Fapesb, Robert Verhine.

Apoio a projetos

Desde que foi criado, em 2002, o Prodoc apoiou os projetos de 128 doutores, dos quais 34 fixados no estado, ou seja, que já integram o quadro de funcionários de empresas, centros de pesquisa e instituições de ensino superior da Bahia.

Entre os contemplados em edições anteriores do programa está a baiana Ieda Rebello, que cursou doutorado em Radiologia na Paraíba, mas sempre sonhou em trabalhar com o tema em sua terra natal.

Em 2004, quando tentava pela segunda vez uma vaga de professora na Universidade Federal da Bahia (Ufba), Ieda foi aprovada. `Daquela vez a minha pontuação aumentou bastante, por eu já estar no Prodoc. Sei que esse fato foi decisivo para a minha aprovação no concurso`, destacou.

Com os recursos que obteve do programa, Ieda se dedicou ao diagnóstico de cistos e tumores benignos nos maxilares. Cerca de 100 pacientes já foram atendidos para tratar as lesões o mais cedo possível, evitando realizar intervenções mutiladoras nos casos mais graves de malignidade.

`Com os avanços que temos feito nessa área, viramos referência nacional, porque somos os únicos no país capazes de revelar a densidade desses tumores. Hoje, analisamos imagens de exames realizados até por equipes da USP`, disse.

Fonte: Diário Oficial

10/07/07