02/08/2007
O governo de Cuba participou da elaboração dos contratos de exploração de gás na Bolívia assinados pela Petrobras no ano passado, disse o promotor boliviano Alaín Canedo. Segundo o funcionário, o ex-presidente da YPFB (estatal boliviana do gás) Juan Carlos Ortiz afirmou que o anexo D do documento foi feito por funcionários da estatal Cubapetróleo.
Além disso, Ortiz afirmou, ainda segundo o promotor, que os escritórios de advocacia americanos Curtis, Mallet-Prevost e Colt & Mosle foram contratados pela PDVSA (estatal venezuelana do petróleo) para ajudar na elaboração do contrato, como a Folha revelou em outubro do ano passado.
De acordo com Canedo, os profissionais bolivianos que teriam redigido o contrato, segundo o também ex-presidente da YPFB Manuel Morales Olivera, `não tinham capacidade` para realizar a tarefa.
O anexo D determina o `Procedimento Financeiro e Contábil` do contrato de operação assinado em outubro de 2006 com as empresas petrolíferas que atuam no país, como a Petrobras. Ele dá detalhes de como os custos das operações das petrolíferas serão calculados e registrados para que a YPFB possa aprová-los. O promotor está investigando a elaboração do anexo D porque houve denúncias de que, em março, Morales alterou essa parte do contrato, dando vantagens a Petrobras, Repsol e Total depois que os acordos haviam sido assinados. A denúncia motivou a sua queda do comando da estatal.
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo
Em 2/8/2007.
Além disso, Ortiz afirmou, ainda segundo o promotor, que os escritórios de advocacia americanos Curtis, Mallet-Prevost e Colt & Mosle foram contratados pela PDVSA (estatal venezuelana do petróleo) para ajudar na elaboração do contrato, como a Folha revelou em outubro do ano passado.
De acordo com Canedo, os profissionais bolivianos que teriam redigido o contrato, segundo o também ex-presidente da YPFB Manuel Morales Olivera, `não tinham capacidade` para realizar a tarefa.
O anexo D determina o `Procedimento Financeiro e Contábil` do contrato de operação assinado em outubro de 2006 com as empresas petrolíferas que atuam no país, como a Petrobras. Ele dá detalhes de como os custos das operações das petrolíferas serão calculados e registrados para que a YPFB possa aprová-los. O promotor está investigando a elaboração do anexo D porque houve denúncias de que, em março, Morales alterou essa parte do contrato, dando vantagens a Petrobras, Repsol e Total depois que os acordos haviam sido assinados. A denúncia motivou a sua queda do comando da estatal.
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo
Em 2/8/2007.