09/08/2007
A Votorantim Cimentos (VC), empresa do grupo Votorantim, anunciou ontem plano para construir oito novas fábricas de cimento no país, reativação de uma instalação em Goiás e modernização e expansão de outras duas. Além disso, a companhia prevê abrir cinco unidades de produção de argamassa, material também usado na construção civil. Todo esse pacote, estudado há cerca de um ano, vai abranger investimentos de R$ 1,7 bilhão.
Walter Schalka, presidente da VC, disse que o consumo de cimento no país entra em uma nova onda de crescimento, a partir de 2005, puxado por obras de infra-estrutura e construção de habitações. Segundo ele, desde os anos 80, o setor vive de altos e baixos - mais baixos do que altos -, por conta do comportamento da economia. `Com base em estudo de cenário dos próximos cinco anos, feito pela consultoria MCM, há projeções de alta na demanda de 6% a 8% anuais no Brasil`.
Por conta disso, a VC buscou um posicionamento geográfico mais diversificado, entrando no Norte - uma fábrica integrada em Xambioá (TO) e uma de moagem em Barcarena (PA) - e fortalecendo sua posição no Nordeste. A região ganhará uma fábrica completa no Rio Grande do Norte e duas moagens - uma em Pecém (CE) e outra em Aratu (BA). O Sul também foi reforçado: em Santa Catarina, Vidal Ramos terá uma grande fábrica e Imbituba, onde já opera um terminal portuário, é candidata à instalação de uma moagem. NO Centro-Oeste, a fábrica de Nobres (MT) ganhará mais 330 mil toneladas.
Ao todo, o plano de expansão do grupo projeta adicionar 8 milhões de toneladas de cimento à atual capacidade da VC, de 25 milhões de toneladas por ano. `Nossa filosofia é operar com cerca de 30% de ociosidade, na média, devido à sazonalidade da demanda à imprevisibilidade da economia do país`, comentou Schalka.
Ele lembrou ainda que o consumo de cimento no país mostra uma tendência de regionalização e descentralização e que o atual processo de interiorização deverá se aprofundar nos próximos anos. Em 2006, o consumo oriundo da produção nacional alcançou 38,3 milhões de toneladas (conforme o SNIC, entidade do setor) e a projeção para este ano é de 42 milhões de toneladas. Esse volume supera o recorde de consumo no país - 40 milhões de toneladas em 2000.
Com o plano de investimento, que começa já - a fábrica de Barcarena será inaugurada em setembro - e vai até 2010, a VC poderá atingir vendas internas de 23 milhões de toneladas ao fim desse período. Até 2008, prevê duplicar as exportações, para 2 milhões de toneladas. Com 25 fábricas no Brasil, a VC produziu 18 milhões de toneladas em 2006 (cerca de 700 mil foram exportadas). Opera ainda sete na América do Norte, com capacidade de 6,2 milhões de toneladas.
Fonte: Jornal Valor Econômico
Em 9/08/2007.
Walter Schalka, presidente da VC, disse que o consumo de cimento no país entra em uma nova onda de crescimento, a partir de 2005, puxado por obras de infra-estrutura e construção de habitações. Segundo ele, desde os anos 80, o setor vive de altos e baixos - mais baixos do que altos -, por conta do comportamento da economia. `Com base em estudo de cenário dos próximos cinco anos, feito pela consultoria MCM, há projeções de alta na demanda de 6% a 8% anuais no Brasil`.
Por conta disso, a VC buscou um posicionamento geográfico mais diversificado, entrando no Norte - uma fábrica integrada em Xambioá (TO) e uma de moagem em Barcarena (PA) - e fortalecendo sua posição no Nordeste. A região ganhará uma fábrica completa no Rio Grande do Norte e duas moagens - uma em Pecém (CE) e outra em Aratu (BA). O Sul também foi reforçado: em Santa Catarina, Vidal Ramos terá uma grande fábrica e Imbituba, onde já opera um terminal portuário, é candidata à instalação de uma moagem. NO Centro-Oeste, a fábrica de Nobres (MT) ganhará mais 330 mil toneladas.
Ao todo, o plano de expansão do grupo projeta adicionar 8 milhões de toneladas de cimento à atual capacidade da VC, de 25 milhões de toneladas por ano. `Nossa filosofia é operar com cerca de 30% de ociosidade, na média, devido à sazonalidade da demanda à imprevisibilidade da economia do país`, comentou Schalka.
Ele lembrou ainda que o consumo de cimento no país mostra uma tendência de regionalização e descentralização e que o atual processo de interiorização deverá se aprofundar nos próximos anos. Em 2006, o consumo oriundo da produção nacional alcançou 38,3 milhões de toneladas (conforme o SNIC, entidade do setor) e a projeção para este ano é de 42 milhões de toneladas. Esse volume supera o recorde de consumo no país - 40 milhões de toneladas em 2000.
Com o plano de investimento, que começa já - a fábrica de Barcarena será inaugurada em setembro - e vai até 2010, a VC poderá atingir vendas internas de 23 milhões de toneladas ao fim desse período. Até 2008, prevê duplicar as exportações, para 2 milhões de toneladas. Com 25 fábricas no Brasil, a VC produziu 18 milhões de toneladas em 2006 (cerca de 700 mil foram exportadas). Opera ainda sete na América do Norte, com capacidade de 6,2 milhões de toneladas.
Fonte: Jornal Valor Econômico
Em 9/08/2007.