Filas do ferry já eram esperadas

10/09/2007
Os baianos que elegeram a Ilha de Itaparica para passar o feriadão não tiveram como escapar das filas. Os grandes caracóis humanos formados no ferry-boat levaram milhares de pessoas a optarem pelas embarcações que saem do Centro Náutico da Bahia com destino a Mar Grande. Mas lá também tiveram que esperar. Por volta das 11h, a fila atingia o portão 2 da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). A expectativa do presidente da Associação dos Transportadores Marítimos da Ilha de Itaparica (Astramar), Antenor Neto do Nascimento, era de que, só ontem, oito mil baianos deixassem a cidade pelo local.

Enquanto as embarcações eram ocupadas por passageiros, uma equipe da Capitania dos Portos da Bahia averiguava se o limite estava sendo respeitado, as condições da embarcação, se os tripulantes estavam habilitados, a situação dos extintores, entre outros. Em Salvador, não houve a constatação de nenhuma irregularidade, mas dez barcos que faziam a travessia entre Valença e Morro de São Paulo foram notificados por falhas na sinalização e ausências de luzes de segurança. Segundo informações da Companhia dos Portos, essa inspeção naval ocorre diariamente, mas foi reforçada em função do feriado, que acarreta um maior fluxo de passageiros.

Do lado de fora do Centro Náutico, a fila não parava de crescer. Os ponteiros do relógio já se aproximavam das 11h e o pedreiro Edson Alves dos Santos, 46 anos, via um mundaréu de gente na sua frente. Estava na fila há quase duas horas, mas não perdeu o otimismo. `Acho que antes das 12h consigo embarcar, o importante é que a fila está andando`, disse o passageiro que de Mar Grande teria que pegar outra condução ao destino final - Manguinhos. Já a estudante Gabriele Ribeiro, 18 anos, fugiu da fila do ferry por achar que no Centro Náutico fluiria mais rápido. `Vi a fila de lá e preferi vir para cá. Aqui está devagar, mas pelo menos está andando`, disse.

Ao todo são 13 embarcações que fazem a travessia do Centro Náutico com destino a Mar Grande, mas, ontem, apenas dez estavam em operação. A capacidade de passageiros varia de 134 a 220. Já as multas por desrespeito a esse limite oscilam de R$350 a R$1.500. Até o final da manhã, nenhuma embarcação tinha sido autuada por descumprimento desse limite. O presidente da Astramar disse que a movimentação era esperada, mas a mudança no tempo ajudou ainda mais. `Esperamos ter à tarde um movimento ainda maior`, informou. No final da fila, a massoterapeuta Ivonete dos Santos, 29 anos, disse ter sido pega de surpresa com tamanha movimentação. `Achei que fosse estar mais tranqüilo. Mas, já que estou aqui, o jeito é esperar chegar minha vez`, disse.

Fonte: Jornal Correio da Bahia

08/09/07