10/04/2007
A contribuição da Petrobras para o crescimento da economia baiana foi tema da palestra do economista e presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, ontem, no Palácio Rio Branco. O evento marcou a abertura do ciclo de conferências intitulada `Memória do Desenvolvimento da Bahia (1945 - 1964)`, promovida pela Fundação Pedro Calmon com o intuito de reviver o período de maior desenvolvimento da Bahia e debater os modelos de crescimento econômico e de fomento à cultura do estado.
De acordo com Gabrielli, o período de 1945 a 1964 na Bahia foi marcado por importantes transformações políticas, econômicas e culturais que resultaram na implantação da chamada indústria pesada de automóveis e de energia e também de importantes inovações no campo cultural. Na sua opinião, a Petrobras teve significativa participação neste processo. A empresa, por volta de 1964, empregava aproximadamente 24 mil pessoas apenas em Salvador. Esses trabalhadores assalariados constituiriam a nova classe média baiana.
`Nos finais dos anos 40 a Petrobras dinamizava não só a economia, mas também a rotina social e cultural do estado e, mais notadamente, do Recôncavo`, disse o presidente da estatal, ressaltando que a Petrobras é uma empresa moderna, dinâmica e nacionalista, atualmente mundialmente reconhecida pelos projetos de responsabilidade social.
Além da criação da Petrobras, Gabrielli destaca ainda outras duas obras estruturantes no Brasil que levou a integração regional no período. Para ele, a construção de Paulo Afonso que permitiu a geração de energia elétrica não apenas habitacional, mas para indústria, e a construção da Rio - Bahia foram fatores que contribuíram para o desenvolvimento no cenário local.
A conferência reuniu personalidades políticas e acadêmicas, além de artistas que protagonizaram as mudanças do período democrático de maior desenvolvimento social, político e cultural. As palestras vão até junho com a realização de uma série temas relevantes, abordados por especialistas. Após o ciclo de conferência será organizado um acervo para a criação do Memorial Casa da Bahia da Fundação Pedro Calmon.
A próxima palestra será na quinta-feira, dia 12, proferida pelo professor de Administração da Ufba e membro da Academia de Letras da Bahia João Eurico Matta, que abordará a Reforma Administrativa na Bahia. Entre os próximos palestrantes estão o ministro da Defesa Civil e ex-governador da Bahia, Waldir Pires; o diretor teatral e atual secretário da Cultura, Marcio Meirelles; o Chefe de Gabinete do Governador do Estado da Bahia, Fernando Shimidt; o reitor da Ufba, Naomar Almeida; a presidente da Academia de Medicina de Feira de Santana, Eliana Azevedo; a secretária de Justiça da Bahia, Marília Murici; o poeta e presidente da Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro), José Carlos Capinam e Orlando Sena, secretário de audiovisual do Ministério da Cultura que falará sobre o Cinema Novo e a contribuição de Glauber Rocha. Após o Ciclo de Conferências, será organizado um acervo sobre a história e as memórias do período em debate, que irá compor o Memorial Casa da Bahia da Fundação Pedro Calmon. O público poderá ter acesso ao acervo para apreciação e pesquisas.
Fonte: Tribuna da Bahia
Reportagem: Catiane Magalhães
10/04/07
De acordo com Gabrielli, o período de 1945 a 1964 na Bahia foi marcado por importantes transformações políticas, econômicas e culturais que resultaram na implantação da chamada indústria pesada de automóveis e de energia e também de importantes inovações no campo cultural. Na sua opinião, a Petrobras teve significativa participação neste processo. A empresa, por volta de 1964, empregava aproximadamente 24 mil pessoas apenas em Salvador. Esses trabalhadores assalariados constituiriam a nova classe média baiana.
`Nos finais dos anos 40 a Petrobras dinamizava não só a economia, mas também a rotina social e cultural do estado e, mais notadamente, do Recôncavo`, disse o presidente da estatal, ressaltando que a Petrobras é uma empresa moderna, dinâmica e nacionalista, atualmente mundialmente reconhecida pelos projetos de responsabilidade social.
Além da criação da Petrobras, Gabrielli destaca ainda outras duas obras estruturantes no Brasil que levou a integração regional no período. Para ele, a construção de Paulo Afonso que permitiu a geração de energia elétrica não apenas habitacional, mas para indústria, e a construção da Rio - Bahia foram fatores que contribuíram para o desenvolvimento no cenário local.
A conferência reuniu personalidades políticas e acadêmicas, além de artistas que protagonizaram as mudanças do período democrático de maior desenvolvimento social, político e cultural. As palestras vão até junho com a realização de uma série temas relevantes, abordados por especialistas. Após o ciclo de conferência será organizado um acervo para a criação do Memorial Casa da Bahia da Fundação Pedro Calmon.
A próxima palestra será na quinta-feira, dia 12, proferida pelo professor de Administração da Ufba e membro da Academia de Letras da Bahia João Eurico Matta, que abordará a Reforma Administrativa na Bahia. Entre os próximos palestrantes estão o ministro da Defesa Civil e ex-governador da Bahia, Waldir Pires; o diretor teatral e atual secretário da Cultura, Marcio Meirelles; o Chefe de Gabinete do Governador do Estado da Bahia, Fernando Shimidt; o reitor da Ufba, Naomar Almeida; a presidente da Academia de Medicina de Feira de Santana, Eliana Azevedo; a secretária de Justiça da Bahia, Marília Murici; o poeta e presidente da Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro), José Carlos Capinam e Orlando Sena, secretário de audiovisual do Ministério da Cultura que falará sobre o Cinema Novo e a contribuição de Glauber Rocha. Após o Ciclo de Conferências, será organizado um acervo sobre a história e as memórias do período em debate, que irá compor o Memorial Casa da Bahia da Fundação Pedro Calmon. O público poderá ter acesso ao acervo para apreciação e pesquisas.
Fonte: Tribuna da Bahia
Reportagem: Catiane Magalhães
10/04/07