Jornalista é eleito presidente do Conselho Estadual de Cultura

11/01/2008
Reformular o atual regimento interno da entidade será uma das primeiras ações do jornalista Emiliano José, ao assumir a presidência do Conselho Estadual de Cultura. Escolhido por unanimidade pelos conselheiros, em reunião realizada na quarta-feira (9), ele vai conduzir o processo de transição do CEC, que terá mais poder de influência sobre as políticas públicas da Secretaria de Cultura da Bahia.

Para isso, o novo presidente, com apoio do vice, o professor Albino Rubim, coordenador do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, da Faculdade de Comunicação da Ufba, deverá reestruturar o papel do conselho e suas atribuições, buscando fortalecer CEC para que possa a intensificar o diálogo do governo com a sociedade.

`Precisamos, em pouco tempo, dar ao conselho as condições de ser um ator efetivo na condução da política cultural do estado. Temos de ser capazes, com a nossa diversidade, de contribuir, decisivamente, para este novo momento político, que tem um grande impacto no cenário cultural`, afirmou Emiliano.

Albino Rubim reforçou o pensamento, defendendo a intensificação das discussões e do diálogo sobre as políticas culturais. Para o secretário de Cultura, Márcio Meirelles, que abriu a reunião, o conselho deve ser capaz de fazer a transição para um novo modelo, mais participativo para dar respostas à sociedade.

Ineditismo

Uma das principais funções do CEC é contribuir para o desenvolvimento da política estadual de cultura. Entre as competências, destaca-se ainda a de propor medidas para estímulo, valorização da cultura e proteção dos bens culturais baianos, além de opinar sobre tombamento e restauração de imóveis. O conselho foi empossado pelo governador Jaques Wagner, na abertura da II Conferência Estadual de Cultura, em 25 de outubro passado, após aprovação pela Assembléia Legislativa. Os representantes fazem parte da sociedade civil e atuam em diversas áreas como cultura indígena, culturas populares, políticas culturais, literatura, teatro, artes visuais, música, audiovisual, dança, arquitetura, cultura negra, cultura digital, entre outras.

Quatro câmaras compõem o CEC - Articulação e Integração, Políticas Sócio-Culturais, Produção Cultural Contemporânea e Patrimônio Histórico, Artístico Cultural e Paisagístico. A escolha dos conselheiros foi realizada a partir de uma escuta pública feita a mais de 30 instituições, incluindo universidades, sindicatos, associações profissionais e instituições de notório saber. Pela primeira vez, o conselho conta com representação do interior, com 20% de sua formação de pessoas que residem ou trabalham no interior do estado.

Perfil

Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Ufba (1999), Emiliano José da Silva Filho é professor licenciado da Faculdade de Comunicação (Facom) da mesma universidade. Foi presidente, em 2005, do PT da Bahi, do qual também foi vice e atualmente integra o Diretório Nacional.

O jornalista também foi deputado estadual pelo PMDB (1988/1989) e PT (2003-2006), e vereador petista da cidade do Salvador (2001-2002). Na Assembléia Legislativa, exerceu o cargo de presidente da Comissão Especial para Assuntos da Comunidade Afro Descendente - Cecad, onde iniciou uma longa trajetória de lutas pela causa negra. Integrou a assessoria política do ex-ministro Waldir Pires, quando este exerceu seu mais recente mandato de deputado federal pelo PT baiano.

É escritor, tendo lançado os livros, Lamarca, o Capitão da Guerrilha (Global Editora, 1980), em parceria com o jornalista Oldack de Miranda, e atualmente na 17ª edição; Narciso no Fundo das Galés - Combate Político através da Imprensa (Editexto, 1992), Imprensa e Poder: Ligações Perigosas (Edufba/Hucitec, 1995), Marighella - o Inimigo Número Um da Ditadura Militar (Editora Sol & Chuva/Casa Amarela, 1997), na 2º edição; Galeria F - Lembranças do Mar Cinzento (Editora Casa Amarela 2000); As Asas Invisíveis do Padre Renzo (Editora Casa Amarela).

Esta última obra foi traduzida para o italiano pela Editora San Paolo, com o título Don Renzo Rossi: un prete fiorentino nelle carceri del Brasile, e lançada, em 2003, na Itália, pelo governo da Província de Firenze. Em 2003, publicou Galeria F, Lembranças do Mar Cinzento - Parte II (Editora Casa Amarela). No momento, escreve o livro Galeria F, Lembranças do Mar Cinzento Parte III, cujos capítulos estão sendo disponibilizados em seu site pessoal, na Internet.

Fonte:Agecom 11/01/08