25/05/2007
O Plano Executivo de Aceleração do Desenvolvimento e Diversificação do Agronegócio da Região Cacaueira do Estado da Bahia, o chamado PAC regional, parece que finalmente vai dar os seus primeiros passos. Anuncia-se que os detalhes finais para o seu lançamento, provavelmente no início de junho, durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau, foram discutidos nesta semana em Brasília, durante um encontro entre o governador do Estado, Jaques Wagner, e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.
Como é próprio das iniciativas governamentais, o PAC regional é ambicioso, tendo como metas a modernização do cultivo do cacau e a diversificação das culturas agrícolas, além do fomento de novos produtos na região, como a borracha, o dendê e a pupunha. Prevê também o estímulo à produção dos biocombustíveis e o desenvolvimento da fruticultura, sem esquecer a questão do endividamento dos produtores
Desconfiamos dos planos oficiais pela sua costumeira tendência de propor medidas que, por um ou outro motivo, dificilmente sairão do papel. No entanto, reconhecemos que o momento não é adequado para apontarmos equívocos na iniciativa (e eles certamente existem), mas, ao contrário, valorizá-la a partir do que ela tem de prováveis acertos. E o maior deles, sem dúvida, é dar ao cacau a importância que ele merece como atividade produtiva, com atenção também para o problema das dívidas dos produtores
A diversificação agrícola, também proposta no planto, é igualmente importante, desde que entendida não como um substitutivo à lavoura cacaueira, mas um consórcio de culturas capaz de aumentar a rentabilidade do agronegócio regional. Entretanto, o maior mérito que se pode creditar ao PAC talvez seja a sua intenção de patrocinar um esforço para ressuscitar a economia da região, ainda potencialmente forte, apesar de debilitada por uma crise que se arrasta há décadas
Fonte: Jornal AGORA(Itabuna)
Editorial
Em: 23/05/2007.
Como é próprio das iniciativas governamentais, o PAC regional é ambicioso, tendo como metas a modernização do cultivo do cacau e a diversificação das culturas agrícolas, além do fomento de novos produtos na região, como a borracha, o dendê e a pupunha. Prevê também o estímulo à produção dos biocombustíveis e o desenvolvimento da fruticultura, sem esquecer a questão do endividamento dos produtores
Desconfiamos dos planos oficiais pela sua costumeira tendência de propor medidas que, por um ou outro motivo, dificilmente sairão do papel. No entanto, reconhecemos que o momento não é adequado para apontarmos equívocos na iniciativa (e eles certamente existem), mas, ao contrário, valorizá-la a partir do que ela tem de prováveis acertos. E o maior deles, sem dúvida, é dar ao cacau a importância que ele merece como atividade produtiva, com atenção também para o problema das dívidas dos produtores
A diversificação agrícola, também proposta no planto, é igualmente importante, desde que entendida não como um substitutivo à lavoura cacaueira, mas um consórcio de culturas capaz de aumentar a rentabilidade do agronegócio regional. Entretanto, o maior mérito que se pode creditar ao PAC talvez seja a sua intenção de patrocinar um esforço para ressuscitar a economia da região, ainda potencialmente forte, apesar de debilitada por uma crise que se arrasta há décadas
Fonte: Jornal AGORA(Itabuna)
Editorial
Em: 23/05/2007.