Coelba tem prejuízo de R$73 milhões com ‘gatos`

27/06/2007
O número de casos envolvendo o furto de energia elétrica na Bahia, os famosos `gatos`, já registram um prejuízo para a Coelba de R$73 milhões este ano, um aumento de 24,5% comparado com o mesmo período em 2006. Com base nos dados, que contabilizam o acumulado de janeiro a maio, a estimativa é de que o governo baiano deixou de arrecadar R$20 milhões através de ICMS. Durante estes cinco meses, a distribuidora realizou 51 mil inspeções em todo estado, destas 19 mil estavam irregulares.

De acordo com o gestor da Unidade de Inspeção de Energia da Região Metropolitana da Coelba, Josildo Alves, as perdas registradas até agora totalizam 280 GWh, o suficiente para abastecer a cidade de Feira de Santana durante seis meses.

Segundo ele, apesar de existir uma incidência maior de `gatos` nos bairros periféricos, os números são mais representativos nos estabelecimentos comerciais. `A irregularidade é muito pulverizada, porém, quando comparado, o comércio e a indústria superam, pois eles consomem muito mais`, afirma.

Dentre as maneiras de se roubar energia, Alves destaca a alteração do medidor como principal pivô do prejuízo. `Esta prática criminosa, além da facilidade dela ser realizada, não causa tanto perigo ao infrator porque ele não precisa subir no poste`, explica. Segundo ele, as fraudes não prejudicam apenas a Coelba e o governo, também trazem danos aos consumidores, já que parte do reajuste tarifário é baseado nas perdas anuais da concessionária. `Perdemos nós, o estado e a população, que fica com a qualidade do serviço comprometida devido à sobrecarga de energia`, salienta.

Na tentativa de combater os furtos, que somente este ano já geraram 95 prisões na Bahia, a Coelba lançou uma campanha publicitária educativa intitulada `Use bem a energia que você tem`. Além da ação, a distribuidora investiu na ampliação de equipes (passando de 300 para 400) em operações de inspeção nas unidades consumidoras, blindagem de medidores e regularização das ligações clandestinas. Essas ações, realizadas anualmente, já possibilitaram a recuperação de R$18,7 milhões nos primeiros meses de 2007 e R$38,3 milhões em 2006.

Fonte: Jornal Correio da Bahia - Economia

Graciela Alvarez

Em 27/06/2007.