Trabalho de combate ao jogo do bicho já resultou no fechamento de 33 estabelecimentos e 4,5 mil bancas

28/08/2007
Representantes das polícias Civil e Militar e do Ministério Público Estadual (MP) se reuniram, ontem, na sede do MP, para discutir a continuação da operação realizada para coibir o jogo do bicho na Bahia.

O trabalho agora vai se concentrar nas bancas de bairro e no combate aos apontadores, como são chamados os funcionários volantes. Todos os funcionários e gerentes identificados serão presos.

A operação iniciada no último dia 17 resultou na apreensão de mais de R$ 2 milhões, no fechamento de 33 estabelecimentos e 4,5 mil bancas de apostas. Em paralelo, foram recolhidas 600 máquinas de caça-níqueis e 2,5 toneladas de moedas.

A intervenção foi organizada a partir de um levantamento feito pelo MP estadual, federal e polícia civil. De acordo com o procurador-geral, os dirigentes da organização do jogo do bicho já foram identificados e serão encaminhados à justiça.

Sem contrapartida - `O jogo é uma atividade que arrecada milhões por dia e não dá nenhuma contrapartida ao Estado, como por exemplo o recolhimento de impostos. Há duas saídas, ou ele é regularizado ou volta à clandestinidade`, disse Lidivaldo Brito.

O procurador acrescentou que há um equívoco dos órgãos da prefeitura, que concederam alvará aos estabelecimentos de jogos já que esses são contravenções.

De acordo com o delegado-chefe da Polícia Civil, João Laranjeira, a operação está sendo realizada em todo o interior do estado.

`Aqui em Salvador, vamos fazer um ajuste para pulverizar a operação por toda a cidade. Já fechamos os grandes estabelecimentos centrais e agora partiremos para os bairros`, afirmou.

A promotora Isabel Adelaide, que fez o requerimento da operação, afirmou que, apesar de estar tipificado como contravenção, o jogo do bicho estava sendo realizado abertamente nas ruas da cidade.

`Não podemos usar dois pesos e duas medidas. Se estamos combatendo os bingos e caça-níqueis, temos que combater o jogo do bicho que é também uma contravenção`, afirmou.

Em diversos estados brasileiros, as grandes bancas de jogo do bicho são usadas para acobertar delitos como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e armas, corrupção e evasão de divisas.

Fonte: Diário Oficial

28/08/07