29/08/2008
Com projeção de chegar a 98% das residências brasileiras em poucos anos, a energia elétrica vai se tornar o meio de acesso com maior capilaridade para a oferta de banda larga, especialmente onde os sistemas de telecomunicações não alcançam.
É com essa perspectiva, e com a certeza de preços competitivos - por não requerer implantação de novas redes - que a banda larga por meio dos cabos de energia, ou PLC (Powerline Comnunication), pode assumir papel importante na universalização da internet no país, disse ontem, o gerente de Engenharia de Espectro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marcos de Souza Oliveira.
As velocidades obtidas nos testes do PLC acompanhados pela agência variaram de 1 megabit a 16 megabits por segundo (Mbps) e adequam-se ao conceito de banda larga adotado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). O piso é de 2 Mbps para enquadrar o serviço como banda larga. Abaixo disso, o serviço é considerado banda estreita pelo braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para as telecomunicações.
Regularização
O regulamento que estabelece as condições de uso da rede elétrica para oferta da Broadband Powerline, como também é conhecida internacionalmente, foi aprovado e está sob consulta pública na Anatel desde terça-feira, por período de 30 dias. Após esse prazo, as contribuições serão analisadas pela área técnica do regulador e as sugestões serão incorporadas, para a elaboração do texto final que será submetido à aprovação do Conselho Diretor da agência.
Estima-se que ainda este ano a regulamentação permita a oferta do serviço, seja de forma direta (pela própria concessionária de energia), seja por meio de compartilhamento da última milha com as prestadoras de telecomunicações. Oliveira explicou que não há qualquer risco de o usuário ser surpreendido com uma descarga elétrica e leve um ‘choque` ao acessar o serviço pela tomada de luz.
- Os equipamentos do PLC separam o sinal elétrico, que é transmitido pelo cabo de energia na freqüência de 60 hertz, do sinal de telecomunicações, cuja transmissão será nas faixas de 1,7 megahertz a 50 megahertz - explica. - Assim permite que a energia chegue só ao modem.
Os equipamentos para venda do serviço ao público terão de ser certificados pela Anatel, garantia de estarem adequados aos padrões nacionais de segurança.
Embora a Agência desconheça os planos e modelos de negócio das concessionárias de energia, já se sabe que a Eletropaulo tem interesse em tornar-se prestadora direta de PLC. A Cemig (Minas Gerais), Celg (Goiás), Copel e CEEE (Rio Grande do Sul) realizaram testes.
Repórter: Márcio de Morais
Fonte: Jornal do Brasil.
29/8/2008.
É com essa perspectiva, e com a certeza de preços competitivos - por não requerer implantação de novas redes - que a banda larga por meio dos cabos de energia, ou PLC (Powerline Comnunication), pode assumir papel importante na universalização da internet no país, disse ontem, o gerente de Engenharia de Espectro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marcos de Souza Oliveira.
As velocidades obtidas nos testes do PLC acompanhados pela agência variaram de 1 megabit a 16 megabits por segundo (Mbps) e adequam-se ao conceito de banda larga adotado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). O piso é de 2 Mbps para enquadrar o serviço como banda larga. Abaixo disso, o serviço é considerado banda estreita pelo braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para as telecomunicações.
Regularização
O regulamento que estabelece as condições de uso da rede elétrica para oferta da Broadband Powerline, como também é conhecida internacionalmente, foi aprovado e está sob consulta pública na Anatel desde terça-feira, por período de 30 dias. Após esse prazo, as contribuições serão analisadas pela área técnica do regulador e as sugestões serão incorporadas, para a elaboração do texto final que será submetido à aprovação do Conselho Diretor da agência.
Estima-se que ainda este ano a regulamentação permita a oferta do serviço, seja de forma direta (pela própria concessionária de energia), seja por meio de compartilhamento da última milha com as prestadoras de telecomunicações. Oliveira explicou que não há qualquer risco de o usuário ser surpreendido com uma descarga elétrica e leve um ‘choque` ao acessar o serviço pela tomada de luz.
- Os equipamentos do PLC separam o sinal elétrico, que é transmitido pelo cabo de energia na freqüência de 60 hertz, do sinal de telecomunicações, cuja transmissão será nas faixas de 1,7 megahertz a 50 megahertz - explica. - Assim permite que a energia chegue só ao modem.
Os equipamentos para venda do serviço ao público terão de ser certificados pela Anatel, garantia de estarem adequados aos padrões nacionais de segurança.
Embora a Agência desconheça os planos e modelos de negócio das concessionárias de energia, já se sabe que a Eletropaulo tem interesse em tornar-se prestadora direta de PLC. A Cemig (Minas Gerais), Celg (Goiás), Copel e CEEE (Rio Grande do Sul) realizaram testes.
Repórter: Márcio de Morais
Fonte: Jornal do Brasil.
29/8/2008.