Governador batalha para evitar cortes nas verbas da União para a Bahia

06/11/2008
O governador Jaques Wagner se reuniu, nesta quinta-feira (6), com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Fernando Haddad (Educação) para tratar dos repasses de verbas do Orçamento de 2008 e também de 2009 para a Bahia. Muitas das emendas do Orçamento da União para 2008 estão aguardando liberação.

Wagner solicitou aos ministros do Planejamento e da Educação, que apesar da crise financeira internacional e dos cortes no Orçamento da União, as verbas, principalmente destinadas aos programas sociais e à Educação, não sofram cortes.

`A educação é uma das prioridades do governo da Bahia e do governo do presidente Lula. Queremos garantir os investimentos no setor, principalmente, na recuperação das escolas, na redução do analfabetismo e na construção de novas universidades`, afirmou o governador Jaques Wagner, após a audiência.

Segundo o governador, o ano eleitoral inibiu a liberação de verbas e agora a crise internacional poderá resultar em cortes orçamentários, que ele acredita que não afetarão o estado da Bahia. Os ministros do Planejamento e da Educação garantiram que não haverá cortes nos programas sociais nem nas obras do PAC.

Pela manhã, o governador participou ativamente dos debates sobre as medidas do governo federal para amenizar os efeitos da crise financeira internacional. Wagner participou, no Palácio do Planalto, da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e os ministros da Fazenda, Planejamento, Banco Central, além de trabalhadores, empresários e representantes da sociedade que fazem parte do Conselho - já presidido por Wagner em 2004 até março de 2006.

Em seu pronunciamento, o presidente Lula anunciou a criação de um grupo de trabalho destinado a agilizar as medidas que o governo já está adotando para restabelecer o crédito e financiar a produção. O presidente disse que está confiante na possibilidade de sucesso do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, no enfrentamento da crise, pois ele terá de tomar decisões rápidas para evitar que os efeitos dela permaneçam.

Para Lula, no Brasil, o pior da crise já passou. E os que apostam que os efeitos da crise levarão à quebra irão se frustrar. `O Brasil não quebrou e não vai quebrar`, afirmou ele. `Estou sendo acusado por meu excesso de otimismo. Se o presidente não for otimista quem será? É como um pai na família`, disse. `O fato importante é que no auge da crise ela chegou aqui muito leve. No mês passado todo mundo sabe que o nível de emprego cresceu`, acrescentou o presidente, destacando que só neste ano de 2008 foram criados mais de 2,5milhões de empregos.

Em sua exposição, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que as empresas terão mais 10 dias para recolher os impostos federais e, dessa forma, ficarão mais tempo com dinheiro em caixa. Ele também anunciou mais crédito a exportadores e ao setor automobilístico.

O pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será adiado do dia 15 para o dia 25 de cada mês. O PIS/Cofins, do dia 20 para 25. O Imposto de Renda recolhido na fonte e a contribuição para a Previdência passam a ser pagos não mais no dia 10, mas no dia 20 do mês.

Fonte: Agecom