Estado prepara parceria para o TecnoVia

10/03/2008
Depois de dois meses da articulação realizada pela equipe do TecnoVia e por membros das sete universidades públicas da Bahia, a proposta para parceria com centros de pesquisa de empresas no parque tecnológico está perto de ficar pronta. O modelo que será usado para atrair centros de excelência, principalmente no setor de energia, foi discutido na sexta-feira (7) pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, e representantes de todas as universidades estaduais e federais da Bahia.

Para o reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Naomar Almeida, a proposta atual está consistente e bem-articulada. `É fundamental que as universidades estimulem os centros de pesquisa e para atrair grandes instituições precisamos dar evidência aos trabalhos que já são realizados no nosso estado`, disse.

Também estiveram na Secti os reitores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Lourisvaldo Valentim, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), José Carlos Barreto, e da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Antônio Joaquim Bastos, além de representantes das direções das demais instituições.

`É preciso ouvir o que as universidades têm a dizer sobre um projeto que é focado no conhecimento`, afirmou Ferreira. Ele ressaltou que o TecnoVia deve contar também com a participação das instituições de ensino superior privadas, mas que os termos dessas parcerias ainda estão indefinidos.

O parque

O TecnoVia será um moderno habitat de empresas voltadas para as áreas de ciência, tecnologia e inovação que funcionará em 1 milhão de metros quadrados, na Avenida Paralela. Ele abrigará empresas dos setores prioritários, além de incubadoras, centros de pesquisa e desenvolvimento, laboratórios e áreas compartilhadas para interação de universidades e empresas.

A implantação do parque será realizada por fases, num projeto de longo prazo. A intenção é manter a harmonia com o meio ambiente, com a implantação de empresas com tecnologias limpas e conservação da vegetação nativa de mata atlântica. O TecnoVia terá um escritório de transferência de tecnologia, incubadora de empresas, centros de pesquisa e desenvolvimento com laboratórios de núcleos de pesquisa, além de áreas compartilhadas, compostas por restaurantes, bancos e espaço para lazer.

As três áreas escolhidas para o TecnoVia estão no foco de quase todos os parques tecnológicos do mundo, mas cada lugar prioriza as subáreas nas quais tenha maior potencial.

Vocação baiana

A Bahia tem vocação para a área de energia e por isso serão priorizadas pesquisas em petróleo e gás, energia solar e eólica e biocombustíveis. No setor de biotecnologia, o objetivo é estimular as pesquisas com células-tronco, desenvolvimento de novos fármacos, prospecção de biodiversidade, vacinas e kits para diagnóstico e produção agrícola.

Para tecnologia, inovação e comunicação, a expectativa é focar em conteúdos midiáticos para indústrias criativas, computação distribuída e plataformas de suporte ao desenvolvimento, ou seja, geração de tecnologia e automatização. Esse setor está em amplo crescimento na economia brasileira, com grande potencial para a geração de empregos de alto valor agregado.

Fonte: Agecom

Em 7/03/2008.