14/07/2010
Mais de 40 mil veículos trafegam pela Rótula do Abacaxi, diariamente. Algumas intervenções realizadas no sistema viário já melhoraram o tráfego na região. Com uma proposta arrojada de integração econômica, o complexo viário, onde serão investidos R$ 381,1 milhões, será o principal acesso da BR-324 ao Porto de Salvador, com a intenção de ampliar ainda mais o desenvolvimento social.
Aproximadamente 1,5 milhão de baianos serão beneficiados pelo projeto, que terá túneis, passarelas, viadutos, ciclovias, calçadão e urbanização de encostas. Algumas das intervenções já vêm sendo utilizadas com freqüência pela população e já apresentaram melhoria no tráfego da região da Rótula. 'Parte do sistema viário, que inclui o desvio que fizemos, é definitivo. Recentemente, pavimentamos na frente do estacionamento do Extra e da concessionária Mitsubishi. São trabalhos definitivos', explica o diretor.
Com a entrega das duas primeiras etapas, a expectativa é de que 60 mil carros passem a trafegar pela Rótula do Abacaxi. Dia e noite, inúmeros equipamentos e várias máquinas pesadas, operadas por trabalhadores devidamente uniformizados, dividem espaço com os milhares de veículos e pedestres que transitam pelo local.
Motoristas satisfeitos
Bem informado, o eletricista Luiz Oliveira afirmou que dirige regularmente pela região, onde está concentrada a maior parte dos trabalhos. 'É um empreendimento que, além de desafogar o trânsito, será bom para o desenvolvimento, para a agricultura e facilitará o acesso da produção ao Porto de Salvador'.
Roberto Pires é outro condutor que trafega diariamente pelo trecho. O motorista ficou impressionado com o andamento das obras. 'Estou gostando do trabalho. Está bem rápido. Tem muita gente trabalhando nela. Eu passo por aqui todo dia. Vai melhorar muito pra população desta área e será importante, não só pra mim, mas para todos que precisam de transporte'.
Inevitavelmente, segundo técnicos da Conder, toda a movimentação causa alguns transtornos aos moradores. A modificação em determinados pontos do trânsito e o entra e sai de máquinas e caminhões no canteiro de obras, mexe com o cotidiano da população que vive no entorno, mas não tira a confiança de que o desconforto em breve dará lugar a uma das mais imponentes obras de infraestrutura, comparada ao Arco Rodoviário, do Rio de Janeiro, e ao Rodoanel de São Paulo.
O militar aposentado, José Antônio Alves Pereira, é um dos moradores do Condomínio Eugênio Teixeira, que possui 160 apartamentos, nas imediações da Frente 1 (Cabula/BR-324). Pereira vê a Via Expressa como sinônimo de valorização dos imóveis da região. 'É um transtorno momentâneo. Futuramente, a tendência é melhorar, desengarrafar totalmente o trânsito aqui na Rótula do Abacaxi. Será bom pra gente. Eu espero isso'.
Empresa contrata novos operários
Os quase dois mil operários já contratados pela construtora não impedem a seleção de mais profissionais. No escritório da empresa, localizado próximo à Rótula do Abacaxi, moradores que já possuem experiência em alguma área da construção civil também passam por entrevistas pela equipe técnica. Muitos querem ser coadjuvantes do projeto como o carpinteiro Antônio Joel Gonçalves.
Munido dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e há cinco anos trabalhando no ramo, Antônio soube da oportunidade por meio de um amigo. 'Está sendo um grande orgulho, para mim, trabalhar na Via Expressa. Uma obra que vai expandir o nosso comércio para outras partes do Brasil. Estamos, aqui, na luta do dia a dia. Espero chegar até o final da obra nesse pique'.
Processo de desapropriações passa por audiência pública
Toda a gestão ambiental da obra é executada por meio de uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Nacional (Senai). Ao todo são sete frentes de trabalho. Na frente 3, região da Ladeira da Soledade, os trabalhos também começaram e seguem a todo vapor. No local estão em andamento os serviços de escavação que darão lugar aos túneis que ligarão o Comércio à Estrada da Rainha.
A divisão por etapas foi considerada com base no número de residências e comércios existentes no trajeto da via (4.297 metros). Na frente 4, os trabalhos também iniciaram e estão na fase preliminar. A execução do projeto e o mapeamento do entorno permitiu a identificação de 136 famílias que possuem renda inferior a três salários mínimos. Graças a este trabalho, elas foram cadastradas no Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.
Até o final da obra serão realizadas desapropriações em 770 unidades habitacionais distribuídas nos 11 bairros ao longo do percurso. Todas as decisões são tomadas em audiências públicas com a presença de lideranças comunitárias e membros de associações que representam os moradores.
Após a identificação dos imóveis pela Comissão de Avaliação da Conder, as reuniões são organizadas pela Coordenação de Desapropriação que é composta de advogados e sociólogos. 'A comissão utiliza critérios técnicos para fazer todas as análises imobiliárias. Cada imóvel é singular. Cada caso é um caso. Existe uma coordenação na obra que acompanha e convida os proprietários para fazer as negociações e solicitar todas as documentações do imóvel. Não tivemos problemas com os recursos. Todas as indenizações estão sendo pagas e em dia', garante o diretor Flávio Oliveira.
Fonte: Agecom
Em 14/07/2010.