02/04/2008
Um espetáculo com formato de programa radiofônico, com a performance de diversos nomes da música baiana marcou a celebração dos 30 anos da Rádio Educadora FM (107.5), na terça-feira (1º) à noite, no Teatro Castro Alves. O show ao vivo foi dirigido pelo dramaturgo Gil Vicente Tavares, com a direção musical de Roberto Barreto e direção audiovisual de Daniel Lisboa. A mistura de gêneros, característica da Educadora, foi apresentada com performances como as de Álvaro Assmar, Tuzé de Abreu, Gereba, Jussara Silveira e Luiz Brasil, Roberto Mendes, Cascadura e Mariela Santiago. `Estamos comemorando um patrimônio da Bahia, que passou por crises e permaneceu no gosto dos baianos, buscando sempre levar a melhor cultura musical aos ouvintes. É uma rádio que prima pela qualidade. Esse espetáculo é, inclusive, transmitido ao vivo na Educadora, e está sendo gravado com um nível de qualidade que poderá até mesmo ser lançado em um DVD`, contou o diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), Pola Ribeiro. O pesquisador e radialista que participou da criação da 107.5, Perfilino Neto, destacou os períodos importantes de desenvolvimento da Educadora. `Foi a 3ª Rádio FM da Bahia, e criou uma imagem pelo tipo de proposta que lançou com a sua chegada, no final da década de 70. Antes, só existiam duas emissoras: a 97.5, com uma proposta popularesca, e a Jornal do Brasil, com a música orquestrada. A Educadora chegou com a nova proposta de destacar músicos que não tinham espaço na época, como Morais Moreira, Caetano Veloso, Luis Muritiba e Riachão. Chegou com uma programação diferente e consolidou-se como um referencial de FM. Passou por momentos de glória e declínio. Precisou se adaptar desde a fase do disco vinil à chegada dos equipamentos mais modernos, com a informatização. Por ser estatal, passamos por dificuldades a ponto de fazer rodízio para comprar agulhas e colocar a rádio no ar`, lembra-se, orgulhoso pelos esforços que, para ele, valeram a pena. `A rádio tem o poder de mexer com o imaginário do ouvinte`, concluiu Nonato Freire, diretor de teatro, conceituando o efeito. A noite foi de muito rock, blues, MPB, choro, samba, jazz, reggae, hip hop e música afro-baiana, que poderá ser conferido durante a semana na programação da Rádio Educadora.
Fonte: Tribuna da Bahia Por Priscila Melo 02/04/08
Fonte: Tribuna da Bahia Por Priscila Melo 02/04/08